A PUC-Campinas promove nesta segunda-feira, dia 1 de abril, às 12h, um evento para debater e refletir sobre os 60 anos do golpe militar. Pela forte mobilização de professores e estudantes à época, os ambientes da universidade são considerados espaços de resistência. Eles figuram, por exemplo, no Memorial da Resistência de São Paulo.
“Este ano marca o 60º aniversário do início de um período sombrio em nossa história: a ditadura militar. Para compreender plenamente os eventos desse período e seus impactos duradouros, convidamos você a participar de um evento único e esclarecedor”, diz nota no site da PUC, convidando para o evento.
“O objetivo principal é lançar luz sobre o que foi a ditadura militar e como seus desdobramentos moldaram o contexto atual. Queremos proporcionar um espaço de reflexão profunda sobre as lições aprendidas com esse período histórico e explorar como essas lições se aplicam aos desafios contemporâneos que enfrentamos”, continua o texto.
“Este evento não é apenas uma oportunidade de aprendizado, mas também um ato de memória e resistência. Ao compreendermos melhor o passado, podemos nos capacitar para moldar um futuro mais justo e inclusivo”, encerra o convite.
O mediador do evento é o professor Arnaldo Lempos Filho.
Entenda
Há 60 anos, no dia 31 de março de 1964, tropas eram deslocadas em direção ao Rio de Janeiro, sob comando do general Olímpio Mourão Filho, dando início a um golpe militar contra o então presidente, João Goulart. Com os militares no poder, a Constituição vigente é rasgada, e os direitos antes garantidos por ela, dizimados, permitindo assim as violações, torturas, assassinatos, perseguições e desaparecimentos de pessoas consideradas uma ameaça para o regime.
Em 21 anos de controle e repressão, muitos ousaram lutar em nome da Democracia, e outros tantos, bastava a própria existência como afronta ao governo militar.
Entre os que sobreviveram, a luta por Memória, Verdade e Justiça segue pulsante e necessária mesmo 60 anos depois. Durante o período ditatorial, no edifício onde hoje é o Memorial da Resistência operava o Deops/SP, polícia política que prendeu e torturou inúmeras pessoas.
Serviço
Data: 01/04
Horário: 12h00
Local: Prédio H02 – Sala 900
Mediador: Prof. Me. Arnaldo Lemos Filho











