A Região Metropolitana de Campinas (RMC) se prepara para um importante teste de segurança climática. Nesta quarta-feira (3), às 10h, será realizado o Simulado de Evento Severo, ação coordenada pelo Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil de São Paulo, que marcará oficialmente a entrada em operação do novo Radar Meteorológico de Campinas, instalado na Unicamp.
Durante o exercício, moradores de diferentes cidades da região receberão mensagens de alerta nos celulares — vendaval, tempestade ou enxurrada podem aparecer no texto, mas tudo fará parte apenas de um treinamento.
O envio do alerta-teste, por meio da tecnologia Cell Broadcasting, envolverá equipes de Defesa Civil de diversos municípios. A mensagem emitida será apenas parte do simulado e não exigirá qualquer ação da população, avisam as autoridades.
A agenda de lançamento ocorrerá no auditório da Unicamp, com uma apresentação técnica sobre o funcionamento do radar, seguida da simulação prática.
Durante o exercício, alertas de teste serão enviados a moradores de áreas consideradas de risco em várias cidades da RMC.
Integração regional
O radar, adquirido com investimento de R$ 4,4 milhões, sendo R$ 3 milhões do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano de Campinas (Fundocamp) e R$ 1,4 milhão da Unicamp, integrará o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil.
O novo radar representa um salto de eficiência no monitoramento climático. Com tecnologia de dupla polarização, ele permitirá identificar com maior precisão o volume e o tipo de precipitação, com capacidade para antecipar tempestades, alagamentos e situações de risco hidrológico.
Instalado no Cepagri da Unicamp, o equipamento terá alcance de até 60 km, oferecendo previsões mais assertivas para municípios da região.
Atualmente, muitas cidades — como Hortolândia — dependem de dados de radares de São Carlos e São José dos Campos, do IPMet/Unesp e do Cemaden. Com o radar da RMC, as informações passarão a ser locais, rápidas e integradas às equipes municipais, fortalecendo o monitoramento e a tomada de decisões.
O recurso também beneficiará setores como agricultura de precisão, gestão hídrica e planejamento urbano, especialmente em municípios com expansão urbana acelerada.







