A terceira microfloresta urbana de Campinas começou a ser implantada na manhã desta segunda-feira (14), ao lado do Terminal BRT Campo Grande, na avenida John Boyd Dunlop, próximo ao Jardim Novo Maracanã, Distrito do Campo Grande. A área é um canteiro de 800 metros quadrados, onde estão sendo plantadas 355 mudas de árvores, que vão se juntar a outras árvores que já estão na área. A gestão é da Secretaria Municipal de Serviços Públicos.
As árvores são provenientes do Viveiro Municipal Otávio Tisseli Filho, que fica no Parque Xangrilá e tem mais de 200 mil mudas em cultivo.
A primeira microfloresta foi implantada, como modelo, no balão da Praça Fernando Fernandes Olmos, ao lado do portão 6 da Lagoa do Taquaral, com 2.100 mudas, e a segunda foi a do Balão do Laranja, na avenida Presidente Juscelino, no Jardim Novo Campos Elíseos, com 3.240 mudas.
A Prefeitura de Campinas apresentou o projeto de microflorestas urbanas no dia 26 de março deste ano. Serão 200 microflorestas em diversos pontos da cidade, em áreas relativamente pequenas, no meio urbano. As árvores são plantadas de forma adensada em relação à arborização convencional, formando uma pequena floresta. O objetivo é promover sombra e frescor para combater as ilhas de calor, filtrar o ar e servir de abrigo para a pequena fauna urbana.
Espécies
Algumas das espécies em plantio na nova microfloresta são alecrim-de-campinas, peroba-rosa, jequitibá, pau-brasil, jatobá, guarantã, pau-óleo, que são árvores simbólicas para o município de Campinas e para o Brasil; ipês rosa, roxo, branco, e amarelo, paineiras, quaresmeira; aldrago, cássia, embaúbas, angicos que são espécies que atraem as abelhas e outros polinizadores; pitanga, araças, oiti, ingá, goiabeira, cereja do rio grande e grumixama. Algumas dessas espécies atraem abelhas, outras são frutíferas, que servem de alimento para a fauna local, entre outras de beleza e importância simbólica para a cidade.
O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, explica que as microflorestas atuam como captadores de carbono, absorvendo dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Uma árvore reduz 10Kg de CO2 por ano.
Algumas regiões previstas
Algumas regiões previstas para implantação de microflorestas: distritos do Campo Grande, Ouro Verde, Nova Aparecida, Barão Geraldo, Sousas e Joaquim Egídio e regiões dos bairros como Vila Costa e Silva, Vila Miguel Vicente Cury e Jardim Santa Mônica. O estudo que mapeou essas áreas foi feito pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).







