Mesmo com previsão de chuva para os próximos dias, a perspectiva do comitê gestor da Operação Estiagem 2025 é de que haja ampliação dos focos de incêndio até o final de setembro. Durante o final de semana, entre os dias 21 e 24 deste mês, o fogo atingiu três fazendas nos distritos de Sousas e Joaquim Egídio, em uma Área de Proteção Ambiental (APA) de Campinas.
Na reunião do comitê realizada na manhã desta terça-feira (26), também foi apresentado o balanço parcial da operação com as ocorrências registradas entre os meses de maio e agosto.
Entre os dias 1º de maio a 25 de agosto, foram registrados 222 focos de incêndio via satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), contra 636 no mesmo período do ano passado. O registro das ocorrências enviadas pelo Corpo de Bombeiros, no mês de julho até 25 de agosto, foi de 219 incêndios, menos da metade dos 474 registrados pela corporação em julho e agosto de 2024.
A Defesa Civil também expediu 81 boletins de baixa temperatura e 18 de ondas de frio em 2025. A menor temperatura do período foi registrada no dia 25 de junho (4,1°C). Em agosto, a menor temperatura foi de 6,9°C, registrada no dia 10. Houve 25 boletins relativos à baixa Umidade Relativa do Ar (URA), sendo 24 boletins de atenção e um boletim de alerta, quando a umidade chegou a 19,3%.
Em 2024, foram 45 Boletins de Baixa temperatura, dois Boletins Especiais de Onda de Frio, 45 Boletins de Atenção da URA e 13 Boletins de Alerta da URA.
“A reunião de hoje foi estratégica porque começamos a estabelecer os próximos passos até o final da operação estiagem. Também estamos nos preparando para o ano de 2026. Existe uma tendência de agravamento para o próximo ano, por isso precisamos nos preparar”, falou.
Entre os itens que foram apresentados como parte da preparação para a próxima operação estão revisão da legislação, instalação de novos reservatórios de água, treinamento, equipagem de caminhões , aquisição de mais drones e o engajamento da sociedade civil denunciando focos de incêndio.
“A gente observa que a maioria dos incêndios são provocados por ação humana, mesmo que todas as condições climáticas sejam propícias é muito raro haver ignição espontânea. Isso deixa claro que efetivamente o fogo é provocado, ou seja, é uma questão intencional. Por isso é preciso contar com o envolvimento da comunidade, principalmente nesses períodos mais críticos. Ao fazer esse monitoramento, se perceberem algo suspeito, informem o poder público para garantir uma ação mais efetiva no combate aos incêndios intencionais”, detalhou Furtado.







