Dentro do processo para a transformação em Sociedade Anônima de Futebol (SAF), o Guarani fará nesta quarta-feira (12), a partir das 19h30, uma Assembleia Extraordinária de Sócios em busca de dar mais um passo para a implantação da reforma do estatuto do clube. Depois de passar pelo crivo do conselho deliberativo, o documento agora será avaliado pelos associados. A intenção do Conselho de Administração (CA) é abrir caminho para que o Bugre possa se transformar em clube empresa.
Nos bastidores, há informações de que empresas já manifestam interesse em assumir o clube, caso a SAF se torne uma realidade. Dois fundos de investimento dos Estados Unidos, um grupo português e uma empresa brasileira já teriam feito contato com o Guarani.
Uma consultoria contratada pelo CA se responsabiliza por fazer análises sobre o tema, de modo a avaliar ofertas, modelo de gestão e experiência neste mercado.
Uma das empresas, inclusive, já teria feito uma proposta de discussão para a construção de uma arena para 25 mil torcedores. Atual proprietária do Brinco de Ouro, a Magnum, neste cenário, se comprometeria apenas em erguer o novo CT.
O projeto do Guarani em se tornar SAF ganhou força depois do rebaixamento do time à Série C do Campeonato Brasileiro no final do ano passado. O CA enxerga o novo modelo de gestão como essencial para a recuperação do clube, que tenta se reerguer por meio de uma estrutura mais profissional.
Na Portuguesa
A Portuguesa passou por um período de incerteza em relação ao seu futuro como clube-empresa. O grupo Tauá Partners assumiu a gestão da Lusa, mas um entrave jurídico barrou a oficialização da SAF junto à Federação Paulista de Futebol (FPF).
Os empresários, que já investiram mais de R$ 10 milhões no futebol da Portuguesa e planejam um aporte de R$ 30 milhões para 2025, cogitaram abandonar o projeto e processar o clube por prejuízo financeiro. O caso, no entanto, foi contornado após repercussão negativa junto aos torcedores.
O entrave para a oficialização da SAF esteve relacionado à ata da Assembleia Geral de Sócios, assinada pelo presidente do órgão, Marcos Lico, no fim de 2024.
O documento solicitava que a proposta da SAF passasse novamente pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), que havia aprovado a sociedade anônima com algumas ressalvas. Com isso, a FPF não homologou a conversão. O trecho do documento que gerava o impasse, no entanto, foi corrigido.







