A Sanasa investiu, nos últimos cinco anos, R$ 1,353 bilhão em obras de abastecimento de água e nos sistemas de coleta, afastamento e tratamento de esgoto, o maior já empregado em 51 anos de história da empresa. No ano de 2025, foram investidos R$ 334 milhões nos serviços de saneamento de Campinas.
Parte dos recursos foi investido para ampliar a segurança hídrica da cidade, com a construção de novos reservatórios que aumentaram a capacidade de reservação de água de 142 milhões de litros para 198 milhões; troca de 500 km de redes de água antigas por novas, resultando em um dos menores índices de perdas na distribuição do país: 15,2% (dado de janeiro/2026). Desde que o Programa de Controle de Perdas foi criado (em 1994) até 2025, 701 bilhões de litros deixaram de ser retirados dos rios que abastecem Campinas, promovendo a vitalidade da bacia e um meio ambiente mais saudável.
Os investimentos realizados permitiram que o saneamento em Campinas fosse universalizado 10 anos antes do prazo previsto pelo Marco Legal de Saneamento, ou seja, em 2023. “O principal destaque das demonstrações financeiras de 2025 é o avanço que a empresa teve nas questões relacionadas à resiliência hídrica e às mudanças climáticas. Exemplos disso são a queda no índice de perdas de água na distribuição, o aumento da capacidade de reservação de água tratada e os serviços universalizados”, enfatiza o diretor Financeiro, Pedro Cláudio da Silva.
O ano de 2025 foi marcado por importantes avanços operacionais e também por um ambiente macroeconômico desafiador. A manutenção da taxa Selic em patamares elevados (entre 14 e 15%) e o ritmo mais moderado de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro impactaram os custos de insumos e serviços, pressionaram as condições de financiamento e demandaram maior rigor na gestão financeira e no controle de despesas.
Um avanço importante que consta no balanço foi a queda no Índice de Perdas no Faturamento: de 10,88%, em 2023, para 7,87% em 2025. O lucro da Sanasa foi de R$ 66,8 milhões e a receita liquida foi de R$ 1,5 bilhão.
“Com a taxa Selic alta, há uma desaceleração da economia e, consequentemente, a redução de consumo e de investimento. No ano passado, tivemos que fazer uma gestão mais austera, mas não deixamos de investir para melhorar a qualidade de vida dos campineiros”, finaliza o presidente da Sanasa, Manuelito Magalhães Júnior.











