Seis escolas estaduais da Região Metropolitana de Campinas (RMC) estão entre as 100 unidades indicadas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) para iniciar o modelo cívico-militar a partir do segundo semestre deste ano. A previsão é que 50 mil estudantes sejam beneficiados pelo Programa das Escolas Cívico-Militares (ECM).
De Campinas, duas das três escolas que haviam aprovado o modelo após consulta à comunidade foram escolhidas: Reverendo Eliseu Narciso, na região do DIC III, e Professor Messias Gonçalves Teixeira, no Jardim Nova Aparecida.
A escola Orosimbo Maia, no Centro de Campinas, não foi indicada pelo estado. No total, sete escolas do município tinham se candidatado às consultas públicas. Além das três que aprovaram a mudança, eram candidatas também Professor Aníbal de Freitas, Jornalista Roberto Marinho, Professora Maria de Lourdes Campos Freire Marques e Júlio Mesquita.
A cidade de Nova Odessa também ganhará uma unidade do modelo cívico-militar, na escola Professora Silvania Aparecida Santos, Parque Residencial Triunfo. As outras três unidades ECM da RMC ficarão em Cosmópolis (escola Dr. Paulo de Almeida Nogueira), Sumaré (Marinalva Gimenes Colossal da Cunha, no Parque Jatobá) e em Hortolândia (Yasuo Sasaki, no Jardim Santa Esmeralda).
Como foi a escolha
Após a realização de três rodadas de consulta pública, quando 302 comunidades escolares se manifestaram, foram definidas as 100 escolas que iniciarão as atividades a partir do 2º semestre – dessas 302, 132 aprovaram o modelo.
A votação a favor do modelo foi contabilizada quando a escola alcançou o quórum mínimo (50% + um) e registrou, pelo menos, 50% + um dos votos válidos. Cada voto foi computado apenas uma vez. Ou seja, as unidades que tiverem 2ª e 3ª rodadas só puderam contar com os votos de quem não votou na rodada anterior.
Na primeira votação, em março, 70 unidades optaram a favor da adesão. Na segunda rodada, em abril, 35 escolas se juntaram à lista inicial. Na terceira, e última, mais 27 votaram pela escolha do modelo. Ao fim, 132 comunidades aprovaram a implantação, quatro reprovaram e 166 não atingiram quórum mínimo nas três rodadas da consulta pública.
Lista final
Como o número foi superior à meta de 100 escolas previstas para 2025, a Seduc-SP adotou critérios de seleção. Entre eles: existência de pelo menos uma escola por município, o índice paulista de vulnerabilidade social (IPVS) e o resultado no IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo).
O programa será implantado em unidades de 89 municípios paulistas, incluindo a capital, região metropolitana, litoral e interior. Desses 89, 80 são cidades com IDH abaixo da média estadual e 37 estão abaixo da média nacional. As escolas integram 60 Diretorias de Ensino (DEs), que representam 65% das DEs da Seduc-SP.
Currículo e processo seletivo das escolas cívico-militares
As escolas cívico-militares seguirão o Currículo Paulista, definido pela Secretaria da Educação. A Seduc-SP também será responsável pelo processo de seleção dos monitores.
Caberá à Secretaria da Segurança Pública apoiar a Secretaria da Educação no processo seletivo e emitir declarações com informações sobre o comportamento e sobre processos criminais ou administrativos, concluídos ou não, em que os candidatos a atuar como monitores nessas unidades de ensino possam estar envolvidos.











