A derrota da Ponte Preta para o Corinthians por 3 a 0, no último domingo (11), na Neo Química Arena, pela primeira rodada do Campeonato Paulista, deixou o técnico Marcelo Fernandes em alerta para a sequência da competição. O treinador demonstrou preocupação com o desempenho da equipe caso o clube não consiga derrubar o transfer ban imposto à Macaca, que, até a tarde desta segunda-feira (12), ainda constava na lista de equipes punidas no site da FIFA.
Segundo Marcelo, o formato mais curto do Paulistão, com quatro datas a menos em relação às edições anteriores, pode dificultar o cenário para a Ponte Preta. Para o treinador, a impossibilidade de utilizar os reforços contratados na pré-temporada compromete o nível competitivo da equipe, que terá, na suas palavras, “sete finais” pela frente.
“A projeção que eu faço é bem clara: se não conseguir pagar o transfer ban, vai ser bem difícil continuar só com essa molecada e esses guerreiros que estão aí. A diretoria está fazendo um esforço grande para resolver isso, para que na quarta a gente já esteja com todos os jogadores à disposição. Não é nem a questão de serem titulares, mas de ter equilíbrio e opções para manter o time”, afirmou o treinador, em entrevista coletiva no estádio corintiano.
Na estreia, a Ponte foi a campo com uma equipe recheada de jovens. O zagueiro Diego Leão, de 20 anos, que até recentemente era capitão do time na Copa São Paulo, iniciou como titular. Também começaram jogando Gustavo Telles e João Gabriel, ambos de 20 anos, com o lateral-direito sendo improvisado pelo lado esquerdo. Durante a partida, outros jovens como Nikolas, Damião, Pedrinho e Lukinha também foram acionados.
Marcelo fez questão de valorizar o desempenho dos atletas após o jogo. “O que esses jogadores fizeram hoje eu bati palma dentro do vestiário. É muito difícil vir aqui na Neo Química Arena e jogar contra o Corinthians da forma como jogaram, sofrendo, tentando. Tivemos chances, conseguimos um pouco de domínio em alguns momentos. Nenhuma equipe suporta um campeonato desse nível da forma como viemos, com meninos que estavam na Copinha e vieram ajudar. Só tenho a agradecer a esses garotos. Não é qualquer jogador que consegue segurar uma pressão tão forte como foi”, destacou.
Além da ausência de reforços, o treinador apontou o condicionamento físico como outro fator que contribuiu para a derrota. A pré-temporada da Ponte deveria ter começado em 1º de dezembro, mas, diante de atrasos salariais, foi adiada para o dia 8. Doze dias depois, o elenco voltou a paralisar as atividades em protesto, retomando os treinos apenas em 2 de janeiro, nove dias antes da estreia no Estadual.
“Tentamos jogar, mas sabíamos que, por tudo o que passamos na pré-temporada o lado físico seria preponderante, como foi no segundo tempo. Tentamos neutralizar no primeiro tempo e conseguimos. No segundo, quando era para tentar algo no contra-ataque, o Corinthians foi feliz nas finalizações”, analisou.
O técnico voltou a reforçar a expectativa de contar com os reforços já na próxima rodada. A Ponte Preta enfrenta o Velo Clube na quarta-feira (14), às 21h, no Moisés Lucarelli, pela segunda rodada do Paulistão. Segundo Marcelo, a diretoria segue empenhada em derrubar o bloqueio, que não teria sido resolvido a tempo da estreia por entraves burocráticos.
Ponte na Copinha
Enquanto o time profissional tenta reunir condições para competir no Campeonato Paulista, a equipe sub-20 da Ponte Preta se prepara para o mata-mata da Copa São Paulo de Futebol Júnior.
A Macaquinha enfrenta a Francana, em Franca, às 21h desta segunda-feira (12), com transmissão pelo YouTube do Paulistão.
Sem os principais jogadores, convocados para o elenco profissional, o técnico Nenê Santana deve utilizar atletas considerados reservas, mas que já deram resposta positiva, como na vitória de virada sobre o Real-RR, na última rodada da fase de grupos. Nomes como Cauã Giardelli e José Veloso – que já marcou dois gols na competição – estarão à disposição.
A Ponte Preta avançou em primeiro lugar no Grupo 14, com três vitórias em três jogos.







