Durante visita ao Agrishow, em Ribeirão Preto, nesta terça-feira (29), o governador Tarcísio de Freitas recuou e informou que a Fazenda Elisa, em Campinas, não será colocada à venda. “Aquilo que está sendo usado em pesquisa, nós não vamos mexer, nós não temos interesse”, explicou o governador, em entrevista ao portal Uol. Tarcísio afirmou, porém, que outras propriedades do estado poderão ser negociadas
Uma grande mobilização se formou assim que o governo do estado anunciou, ainda no ano passado, a lista das 35 áreas que poderiam ser privatizadas, dentre elas a Fazenda Santa Elisa.
Para evitar a venda de uma gleba da área pertencente ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), foi iniciado o processo de tombamento a pedido do Instituto das Fazendas Paulistas (IFP). A fazenda passaria a fazer parte da “rota do café” que o IFP está catalogando.
A reação de pesquisadores, professores e entidades da sociedade civil à possibilidade de venda gerou outros desdobramentos. Um abaixo-assinado circulou por grupos de formadores de opinião e ganhou grande adesão. Apesar de a área cotada para privatização corresponder a apenas 1% da fazenda, o IAC responde por mais de 90% dos cultivares de café no Brasil.
Em visita à região de Campinas em novembro passado, o governador admitiu que havia planos para privatização. “Vamos ver de fato o que é de interesse para pesquisa. O que não for interesse da pesquisa e o que tiver subutilizado, que puder ter outra destinação e gerar valor para o estado, vamos realmente gerar valor, vamos vender. Não tem que ficar abraçado a 70 hectares de terra. Não faz sentido isso”, afirmou Tarcísio à época.
O vereador Gustavo Petta, presidente da Frente Parlamentar de Defesa do IAC, comemorou a decisão nas redes sociais. “Vitória da nossa pressão! É uma vitória muito importante que nós tivemos, mas vamos continuar vigilantes, porque o governador disse que poderá vender outras áreas do estado”.







