Depois de um primeiro tempo fraco, o Guarani cresceu na segunda etapa e no final teve bola na trave e gol anulado. Esse foi o resumo da atuação do Guarani no empate por 0 a 0 contra o Ituano, domingo (13), no Brinco de Ouro, pela 12ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. E a história da partida provocou reações de inconformismo no técnico bugrino Marcelo Fernandes, que mirou para dois alvos, um em cada etapa: sua própria equipe no primeiro tempo e a arbitragem no segundo. Com o resultado, o Bugre deixou escapar a oportunidade de entrar no G8, a zona de classificação.
Fernandes classificou como “horrível” o primeiro tempo de seus comandados, mas acredita que o Guarani foi prejudicado pela arbitragem, que anulou um gol de Bruno Santos nos acréscimos. No lance, o auxiliar anotou impedimento do atacante que, após cobrança de escanteio, aproveitou cabeçada do zagueiro Alan Santos para o meio da área e desviou para as redes. Imagem congelada divulgada nesta segunda-feira (13) mostra que o jogador bugrino estava praticamente na mesma linha do lateral esquerdo Dal Pian, o último homem do Ituano no lance. Na primeira fase da Série C, o juiz não conta com o auxílio do VAR.
“Não gosto de tocar nesse assunto, mas preciso, pois está sendo recorrente nos nossos jogos”, disse Fernandes depois da partida, numa referência à arbitragem. “Nosso presidente está atento a isso e o Farnei tem uma reunião na CBF nessa terça-feira (15)”, completou, acrescentando que o encontro do executivo de futebol Farnei Coelho na entidade foi agendada antes do jogo de domingo e, a princípio, não tem arbitragem como tema. “A gente não quer que ninguém ajude o Guarani, mas simplesmente que apite o jogo como tem de ser.”
Depois de falar da arbitragem na entrevista coletiva pós-jogo, Fernandes comentou sobre sua equipe. “Não posso deixar para trás o primeiro tempo horrível que a gente fez. Foi o nosso pior primeiro tempo desde que estou no Guarani. Tecnicamente deixamos muito a desejar. Erramos lances fáceis e seguidos passes. Jogamos muito pelo meio e deixamos de atuar pelos lados, que é o nosso forte”, comentou.
No intervalo, o Guarani voltou com o ponta Mirandinha na vaga do volante Mateus Sarará e melhorou a produção. “Mudamos no segundo tempo e a equipe reagiu, esteve mais em cima.” Apesar de considerar frustrante o resultado, Fernandes mostra otimismo para a sequência da competição. “Não existe aqui terra arrasada, somamos um ponto, estamos numa série invicta e agora vamos para cima do Anápolis em busca da vitória. Nossa situação não é confortável, mas estamos bem próximos de entrar na zona de classificação.”
O duelo contra o Anápolis acontece segunda-feira (21), às 19h30, em Goiás. Há sete jogos sem perder, o Bugre terá pela frente o vice-lanterna do campeonato.











