Em queda livre na Série B, sob risco de entrar na zona de rebaixamento nesta semana, a Ponte Preta vive um momento de extrema reflexão e cobrança interna. Ainda sem se cogitar troca no comando técnico, a ordem na Macaca é buscar compreender e corrigir aquilo que vem dando errado nos jogos do segundo turno, a fim de retomar rapidamente os bons resultados e a regularidade que o time alcançou no primeiro turno, para assim evitar repetir o desespero de anos recentes nas rodadas finais do campeonato.
Há sete jogos sem vitória, com quatro derrotas e três empates, a Ponte Preta se complicou ao perder dois confrontos diretos consecutivos dentro de casa, sofrendo seis gols e marcando apenas um, o que deixou a torcida bastante frustrada, preocupada e revoltada. A Macaca perdeu por 2 a 0 para a Chapecoense e tomou goleada de 4 a 1 do Ituano, em partidas disputadas na semana passada, no estádio Moisés Lucarelli.
Se tropeçar novamente, desta vez contra o CRB (18º), em mais um duelo direto contra o descenso, marcado para a próxima quinta-feira (19), às 19h30, no estádio Rei Pelé, em Maceió, a Ponte poderá terminar a rodada dentro da zona de rebaixamento, dependendo dos resultados dos jogos do Ituano (16º), primeiro time fora do Z4, com 28 pontos, e da Chapecoense (17º), que abre a degola, também com 28 pontos, mas duas vitórias a menos.
Para se ter uma ideia, a Ponte Preta fechou o primeiro turno da Série B na 9ª colocação, com 26 pontos, a uma distância segura de sete pontos para a zona de rebaixamento. No entanto, desde que o segundo turno começou, a Macaca não venceu mais nenhuma partida, conquistou só três pontos em sete rodadas, perdeu seis posições na tabela e viu a diferença para o Z4 cair para apenas um ponto. Neste momento, a equipe alvinegra é a 15ª colocada, com 29 pontos.
“A gente está fazendo o melhor e os jogadores têm colaborado muito, mas infelizmente os resultados não estão acontecendo. Estamos cometendo alguns erros e desatenções que tem nos prejudicado bastante. Não existe outra solução a não ser continuar o trabalho, passar tranquilidade aos jogadores e fazer o melhor pensando no próximo jogo”, disse o técnico Nelsinho Baptista, que ultrapassou José Agnelli e se tornou o oitavo treinador que mais dirigiu a Ponte Preta em toda a história, com 135 partidas (confira abaixo a lista completa).
“O time não está bem e o torcedor tem o direito de protestar, reclamar e xingar, já que ele paga o ingresso do jogo, mas não podemos pensar que está tudo errado. Temos um clima bom e o trabalho tem que continuar. Vamos insistir nesse padrão e fazer com que essa equipe continue com bom astral. Os atletas vão reagir”, acredita Nelsinho, respaldado pela diretoria da Ponte Preta. O treinador tem contrato até o fim do próximo Campeonato Paulista.
“Dou o direito ao torcedor de cobrar e xingar. Não me preocupo com isso, pois eu já passei por pressão em clubes do Brasil inteiro e sempre continuei meu trabalho”, disse o experiente treinador de 74 anos.
Diante da busca por explicações pelo momento de crise da equipe, o comandante da Macaca apontou a ausência do centroavante artilheiro Jeh, que está entregue ao departamento médico alvinegro há cerca de 10 dias, com uma lesão muscular na coxa direita, e só deve retornar aos gramados em meados de outubro.
“O Jeh é um atacante importante para nós. É artilheiro, tem velocidade e presença de área. A ausência dele nos atrapalha bastante. Não temos atacante com característica de área. A Ponte foi ao mercado, mas todos os jogadores que foram oferecidos não tinham condição de resolver esse problema para nós”, lamentou Nelsinho. A Ponte ainda pode trazer novos reforços até o dia 20 de setembro, desde que estejam livres no mercado.
Confira abaixo o top-10 atualizado de técnicos que mais comandaram a Ponte Preta em toda a história de 124 anos do clube:
1- Cilinho – 348 jogos
2- Antônio Peixoto Filho (Nico) – 261 jogos
3- Zé Duarte – 245 jogos
4- Gilson Kleina – 232 jogos
5- Marco Aurélio – 157 jogos
6- Moacyr de Moraes / Jair Picerni – 140 jogos
7- Nelsinho Baptista – 135 jogos
8 José Agnelli – 134 jogos
9- Oswaldo Alvarez – 129 jogos
10- Guto Ferreira – 107 jogos







