O número de contratos de transferências de tecnologias atualmente vigentes na Unicamp é o maior registrado na universidade desde o início das atividades da Agência de Inovação Inova Unicamp, que é o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Universidade, em 2003. São 212 contratos.
Além de patentes e programas de computador desenvolvidos por docentes, pesquisadores e alunos da Universidade, também foram transferidos conhecimentos técnicos nos formatos de fornecimento de know-how e acordos de transferências de material, conhecidos em inglês como Material Transfer Agreement (MTA).
Só em 2023, 26 novos contratos de transferência de tecnologia foram formalizados em diversas áreas do conhecimento, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Os dados foram publicados no Relatório Anual da Inova Unicamp 2023.
Segundo o diretor-executivo da Inova Unicamp, Renato Lopes, o marco no número de contratos de licenciamento ativos simultaneamente pode ser creditado, entre outros fatores, à dedicação e à qualidade dos pesquisadores da Universidade, bem como à melhoria dos processos da Agência alinhados a sua missão de estimular a inovação e o empreendedorismo tecnológico.
“A Inova Unicamp é um elo entre a Universidade e a sociedade, promovendo ações estratégicas que conectam os ativos de propriedade intelectual, frutos da pesquisa acadêmica, com instituições e empresas parceiras. Essa conexão permite levar soluções concretas desenvolvidas na Universidade para a sociedade e é uma das formas de a Unicamp transbordar seu conhecimento, transformando-o em inovação que cria impactos socioambientais e econômicos positivos”, explica Lopes.
A Agência de Inovação da Unicamp é responsável pela proteção da propriedade intelectual de resultados de pesquisas desenvolvidas pela comunidade interna e pelas transferências dessas tecnologias protegidas para o setor empresarial e outras instituições, a fim de incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras baseadas em tecnologias da Unicamp que impactem a sociedade.
Patentes
Os dados atualizados do Relatório Anual da Inova Unicamp também mostram que a Universidade mantém um portfólio de 1.295 patentes vigentes, sendo que, em 2023, foram depositadas 51 patentes no Brasil e protegidas 17 patentes no exterior.
Como consequência da atividade estratégica da Inova na proteção da propriedade intelectual, a Unicamp manteve sua posição de destaque liderando o ranking de pedidos de patentes de invenção feitos por universidades no estado de São Paulo em 2023, segundo o levantamento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
No país, a Unicamp ocupa o terceiro lugar no ranking de depositantes entre as universidades.
A Unicamp também é a líder em inovação no país e a segunda universidade mais empreendedora segundo o Ranking Universidades Empreendedoras (RUE), organizado pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior) ligada ao Movimento Empresa Júnior (MEJ).
A caminho do mercado
Entre os licenciamentos de tecnologias registrados em 2023, está a transferência de uma tecnologia com aplicação no campo da medicina veterinária para a empresa-filha da Unicamp SDAMED. Trata-se de um estimulador de nervo periférico automatizado para administração de anestesia regional, que oferece mais praticidade e segurança ao médico anestesiologista e reduz o risco de efeitos colaterais.
A empresa SDAMED, atualmente com sede em Paulínia, graduou-se no programa de incubação da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incamp) da Unicamp, gerenciada pela Inova Unicamp. O crescimento do negócio, que busca se manter competitivo no mercado, segue em parceria com a Universidade na busca por inovar com tecnologias da Unicamp.
Outro caso de transferência de tecnologia é um método para encapsular óleos essenciais e torná-los mais estáveis. A patente foi licenciada pela B.Nano, sediada em São Miguel Arcanjo (SP). A empresa se desenvolveu a partir da competição de empreendedorismo tecnológico Desafio Unicamp organizada pela Inova.
Tecnologias licenciadas
Somente em 2023, a Unicamp assinou 77 novos acordos de Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação (PD&I) com empresas e instituições públicas e privadas, o que representa um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior. Em conjunto, os novos acordos de PD&I alcançaram o montante de mais de R$ 237 milhões em recursos captados no ano.
O setor de energia, que compreende óleo e gás, energia elétrica e biocombustíveis, manteve-se como a principal área dos acordos firmados em 2023, representando 50,6% do total.
A grande participação de projetos de energia se deve às exigências da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP) para estimular a pesquisa das empresas com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT), sendo também a principal fonte de recursos. Em seguida, estão os setores de tecnologia da informação (15,6%) e automotivo (9,1%). (Com informações da Inova/Unicamp)







