A Unicamp realiza nesta quarta-feira (25) a primeira de duas audiências públicas para discutir a implantação de cotas para pessoas transgênero em seu Vestibular. O evento, que terá início às 13h, será realizado no auditório 5 da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade, e é aberto para todas as pessoas interessadas. A segunda audiência ocorrerá no dia 17 de outubro.
O encontro debate com a comunidade acadêmica os pontos que justificam a necessidade de se criar no Brasil uma política institucional de ações afirmativas para a população trans. A organização coube a um grupo de trabalho (GT) instituído em maio de 2024 com o intuito de estudar a questão na Unicamp.
Esse grupo surgiu a partir de demandas surgidas durante a greve estudantil do ano passado e teve como primeiro objetivo fazer um levantamento das políticas a respeito já existentes em outras universidades brasileiras.
Com base nesses dados, o grupo trabalha atualmente na elaboração de uma proposta que seja viável tanto para a Universidade quanto para o movimento trans, seguindo uma tendência já observada em outras universidades, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).
De acordo com o diretor da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Unicamp, José Alves de Freitas Neto, responsável por coordenar o grupo de trabalho, o documento a ser encaminhado irá propor que a seleção seja feita a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Isso contempla as demandas do Núcleo de Consciência Trans (NCT) da Unicamp, que integra o GT e está organizando as audiências públicas.
“O objetivo dessas audiências é dar visibilidade e lugar de fala para as pessoas trans. É muito importante ouvir as demandas das pessoas que serão potencialmente atendidas por essa política e sinalizar que existe um futuro e um horizonte para elas dentro das universidades”, afirma o docente.
As audiências públicas pretendem proporcionar um primeiro diálogo sobre o tema com o público. Após essas discussões, a intenção do GT é levar esse debate para os departamentos da Unicamp, permitindo que a comunidade interna entenda o que está sendo proposto. (Com informações da Unicamp)







