O corpo do alpinista Rodrigo Raineri será velado nesta quinta-feira (11), das 8h às 14h, no Ginásio da Faculdade de Educação Física da Unicamp, em Campinas. O velório é aberto ao público e, depois da cerimônia de despedida, o corpo será transportado para a cidade de Ibitinga, no interior do estado de São Paulo, onde será sepultado na sexta-feira (12).
Raineri, de 55 anos, faleceu na última sexta (5), durante um voo de parapente no norte do Paquistão. Segundo informações preliminares da polícia local, o rompimento do paraquedas seria a causa do acidente. O caso ainda não foi esclarecido.
O corpo de Raineri deve chegar no Aeroporto de Guarulhos por volta das 17h45 da quarta-feira (10) e seguirá para Campinas, onde acontecerá o velório. O sepultamento ocorrerá em Ibitinga (SP), cidade em que nasceu.
Desde os tempos em que cursava a faculdade de engenharia da Unicamp, Rodrigo Raineri flertava com o montanhismo, escaladas em rocha e gelo e as altas montanhas. Ao lado de Tomás Gridi Papp e de Vitor Negretti, que faleceu em 2006 quando descia do cume do Everest, fundou o grupo excursionista Gaia e também criou uma parede de escalada na Faculdade de Educação Física da Unicamp, que deu origem ao GEEU (Grupo de Escalada Esportiva da Unicamp).
Na cidade, lançou o Projeto Escalada junto com a prefeitura, despertando o interesse pela atividade física entre as crianças. Ele está entre os nomes da série “Campineiros!”, uma exposição em homenagem a figuras que ajudaram a construir a história de Campinas.
Rodrigo foi o primeiro brasileiro a escalar e chegar ao topo do Monte Everest por três vezes. Também foi o primeiro do país a guiar expedições nos sete cumes, as montanhas mais altas de cada continente.
O alpinista tinha uma experiência de mais de 30 anos de atuação em rocha, gelo e alta montanha e sua morte causou surpresa na comunidade dos montanhistas em função do seu cuidado com a segurança.
No acidente, Raineri integrava uma equipe de sete atletas que se dirigia para o acampamento base do K2, a segunda montanha mais alta do mundo, com 8.600m de altitude. Ele teria sido o único a tentar a descida de parapente. Essa modalidade de voo livre em que o piloto usa apenas a força do vento já havia sido colocada em prática pelo alpinista na descida do Mont Blanc.
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