Os imóveis com aluguéis mensais de até R$ 1.250,00 foram os preferidos de 59,26% dos novos inquilinos em 20 cidades da região de Campinas em fevereiro. É a primeira vez, desde agosto passado, que a faixa preferencial dos imóveis alugados fica abaixo de R$ 1,5 mil. A pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP) também apurou aumento de 10% no total de locações e queda nas vendas de imóveis usados em fevereiro na comparação com janeiro.
“O aumento da inflação e a consequente perda de poder aquisitivo dos assalariados e os baixos rendimentos dos que estão vivendo forçadamente de bicos e subempregos impactam o mercado imobiliário, tanto na locação quanto na venda”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do CreciSP.
Em fevereiro, a pesquisa CreciSP constatou queda de 13,07% frente a janeiro no volume de imóveis usados vendidos na região. A queda em janeiro havia sido de 31,05% depois de uma alta modesta de 3,73% em dezembro. Segundo Viana Neto, “o achatamento da renda se soma ao aumento dos juros e às taxas elevadas dos empréstimos bancários para fechar essa que é principal porta de acesso à casa própria”.
Casas, as preferidas
As casas, com 69,62% do total alugado, tiveram a preferência dos novos inquilinos em fevereiro, cabendo aos apartamentos participação de 30,38%. As imobiliárias que responderam à pesquisa do CreciSP informaram que 42,97% dos imóveis que alugaram estão em bairros de periferia, 32,03% em regiões nobres e 25% em áreas do centro das cidades. A maioria das casas tem padrão construtivo médio (52,99%).
As casas com dois dormitórios somaram 48,57% das novas locações, seguidas pelas de três dormitórios (25,71%), quatro (14,29%) e um (11,43%). A área útil dessas residências varia de 51 a 100 metros quadrados (31,43%), de 101 a 200 m² (28,57%), de 201 a 300 m² (11,43%), de 301 a 400 m² (5,71%). Outras 20% dispõem de até 50 m² e 2,86% de mais de 500 m². A maioria tem uma vaga de garagem (42,86%) ou duas (22,86%).
Os apartamentos de dois dormitórios também foram os mais alugados, com 63,16% do total, e 26,32% dispõem de três dormitórios, havendo ainda 10,53% com apenas um.
Empate nas vendas
Houve “empate” entre casas e apartamentos no conjunto das vendas de imóveis usados de fevereiro na região de Campinas, com participação de 50,94% e de 49,06%, respectivamente. Os imóveis mais vendidos (60,53% do total) foram os de preços até R$ 400 mil.
As casas e apartamentos vendidos na região de Campinas se distribuem por bairros de periferia (49,33%), de áreas nobres (34,67%) e centrais (16%). Esses imóveis têm padrão construtivo médio (41,54%), standard (41,54%) ou luxo (16,92%).
A pesquisa CreciSP foi feita nas cidades de Água de Lindóia, Americana, Amparo, Artur Nogueira, Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Jaguariúna, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara D´Oeste, São João da Boa Vista, Serra Negra, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.







