O vereador Gustavo Petta (PCdoB) protocolará nesta quarta-feira (11) requerimentos na Câmara Municipal de Campinas solicitando a convocação do secretário municipal de Saúde, Lair Zambon, e do diretor-presidente da Rede Municipal Dr. Mário Gatti, Sérgio Bisogni, para prestar esclarecimentos públicos sobre a situação da saúde no município.
A iniciativa ocorre diante do aumento de denúncias de usuários, profissionais da área e do Conselho Municipal de Saúde. Além disso, houve ampla repercussão de problemas na rede municipal de saúde em veículos da imprensa local e regional.
Entre os principais pontos que o vereador quer esclarecer estão a falta de medicamentos nos Centros de Saúde, o crescimento das filas para consultas, exames e cirurgias, problemas estruturais nas unidades de atendimento e o déficit de profissionais na rede municipal de saúde.
“A população de Campinas tem o direito de saber o que está acontecendo com a saúde da cidade e quais medidas estão sendo adotadas para resolver esses problemas”, afirma o vereador.
O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti suspendeu novas internações na UTI após a identificação de uma bactéria multirresistente. A medida foi adotada diante da dificuldade de conter a disseminação do micro-organismo. O episódio ampliou a preocupação com as condições de funcionamento da rede hospitalar e a capacidade de resposta do sistema municipal de saúde.
Contratos e terceirizações também serão questionados
Outro ponto central dos requerimentos diz respeito à crise de desabastecimento de medicamentos nos Centros de Saúde. O tema que tem gerado crescente insatisfação entre usuários do SUS em Campinas.
O vereador solicita esclarecimentos sobre o contrato com a empresa VTCLog. O pedido acontece diante das frequentes reclamações sobre a falta de remédios básicos nas unidades. A empresa é responsável pela logística e distribuição de medicamentos e insumos.
O parlamentar também questionará contratos firmados com empresas privadas para serviços de recepção, limpeza e segurança nas unidades de saúde, diante da necessidade de transparência sobre a qualidade e regularidade desses serviços.
Entre eles está o contrato com a empresa FRX Segurança e Serviço de Limpeza, alvo de denúncias de trabalhadoras que relatam irregularidades no cumprimento de direitos trabalhistas, como atrasos no depósito de FGTS e no pagamento de vales refeição e transporte.











