O ano de 1982 foi de muita dor de cabeça, mas também de bastante entusiasmo para os comerciantes do bairro Guanabara. Além da duplicação da Avenida Brasil, com um intenso vai e vem de máquinas e tratores, surgia naquela região uma das mais conhecidas rotatórias de Campinas: o famoso Balão do Timbó.
Proprietário do imóvel onde décadas funcionou a pizzaria Timbó, José Abdel Massih registrou em fotos o passo a passo das obras, que duraram pouco mais de um ano.
O balão e a pizzaria ficaram ainda mais famosos, os negócios progrediram aos inquilinos portugueses, e o Guanabara agregava-se de vez à região central.

“Estreitaram demasiadamente a calçada em frente ao restaurante, e tiraram árvores para passar uma rua”, escreveu em uma das fotografias, onde José aparece de costas gesticulando suas observações a um dos encarregados da obra.
Sobre as árvores, um episódio ganhou destaque na ocasião das retiradas. Um estudante se amarrou a uma tipuana de 40 anos e por ali ficou quase 20 dias em protesto. O batalhão de choque da PM retirou à força o jovem numa madrugada de setembro e então a espécie foi derrubada.
Muitos moradores do bairro levaram um pedaço da árvore como símbolo daquele ato.
A duplicação da Brasil foi a única obra expressiva do prefeito José Nassif Mokarzel, que teve um mandato de apenas um ano. Assumiu o Executivo em maio de 1982, no posto de Francisco Amaral, que renunciou para disputar vaga na Assembleia Legislativa.
Em 2012, a Prefeitura ‘soterrou’ a fonte luminosa no balão do Timbó alegando problemas com água parada, falta de funcionário para sua manutenção (durante anos o Seo Sebastião cuidou da fonte do Guanabara e também do balão do Vilani) e aglomeração de pessoas em situação de rua.









