Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas após um forte terremoto que atingiu o sul do Equador e o norte do Peru neste sábado (18). Pessoas estão debaixo dos escombros de edifícios que ruíram.
Segundo o instituto geológico dos Estados Unidos, o terremoto foi de magnitude 6,8 na escala de Richter, com epicentro a cerca de 80 quilómetros a sul de Guayaquil, a segunda maior cidade do Equador.
A presidência do Equador adiantou que morreram pelo menos 15 pessoas, incluindo 12 no estado costeiro de El Oro e três no estado montanhoso de Azuay, no sudeste do país.
Na comunidade andina de Cuenca, em Azuay, morreu o passageiro de um veículo que ficou esmagado pelos escombros de uma casa, segundo o Secretariado de Gestão de Riscos, a agência de resposta a emergências do Equador.
O Ministério da Saúde Pública equatoriano revelou que 381 pessoas foram tratadas em centros de saúde até a manhã deste domingo (19), com o maior número de feridos na região de El Pasaje, em El Oro, onde várias pessoas ficaram presas debaixo de escombros.
O Secretariado de Gestão de Riscos informou que 44 casas foram destruídas e que o abalo danificou ainda 90 habitações, 50 escolas e 31 centros de saúde, além de uma ponte e vários edifícios públicos e privados.
Na comunidade de Machala, no sudoeste do Equador, uma casa de dois andares desabou antes que as pessoas pudessem ser retiradas, um cais cedeu e as paredes de um edifício racharam, informou o Secretariado de Gestão de Riscos.
Falhas na eletricidade e na rede telefónica tornam mais difícil as operações de salvamento realizadas pelos bombeiros e Polícia Nacional.
Em Guayaquil, cerca de 270 quilómetros a sudoeste da capital equatoriana, Quito, as autoridades relataram fissuras em edifícios e casas, bem como algumas paredes desmoronadas. As autoridades ordenaram a interdição de três túneis de veículos.
O Equador é particularmente propenso a terramotos. Em 2016, um terramoto centrado mais a norte na costa do Pacífico, numa área do país menos povoada, matou mais de 600 pessoas.
Peru
No Peru, o terremoto foi sentido desde a fronteira norte com o Equador até a costa central do Pacífico. O primeiro-ministro peruano, Alberto Otárola, anunciou que uma menina de 4 anos morreu devido a um traumatismo craniano que sofreu na sequência do desabamento de uma casa na região de Tumbes, na fronteira com o Equador.
O Centro Nacional de Operações de Emergência do Peru confirmou também a existência de pelo menos 19 pessoas feridas e outras 73 afetadas pelo terremoto.
O sismo destruiu quatro casas no Peru, deixou outras cinco sem condições de habitação e danificou mais 72 residências, assim como dois centros de saúde. (Agência Lusa)











