Parar de agradar alguém deixando de satisfazer seus interesses nos faria conhecer verdadeiramente essa pessoa? É com esse questionamento advindo de um excelente profissional da literatura e do direito, Dr. Wilson Vilela, que dou início a esse artigo.
Você meu caro leitor, minha querida leitora, acredita que somos movidos a interesses? Se sim, seriam eles éticos e morais? Constariam em sua essência a empatia e alteridade ou muito pelo contrário, o motivo que nos move é fundamentado pelo egoísmo?
Há na filosofia um autor contratualista chamado Thomas Hobbes, este expressou uma celebre frase que é: “O homem é o lobo do homem”, ou seja, na visão de Hobbes, Século XVIII, na primeira oportunidade o ser humano manifesta seu lado “instintivo/ egoísta”.
Foi possível perceber isso na época da pandemia de Covid-19, com o decreto do lockdown, onde a correria por comprar alimentos foi enorme, revelando a desigualdade social onde poucos compraram muito e muitos sequer tinham o que comprar.
A mesma história parece se repetir por esses dias com o tal furacão chamado Milton ameaçando uma área dos Estados Unidos (escrevo ainda sem saber do real impacto do mesmo), mas meu foco aqui é na postura dos moradores da possível região a ser acometida pelo furacão, indo ao mercado e comprando tudo o que podiam, abastecendo seus veículos sem pensar no próximo. Com esse Fato Social estudado por Émille Durkheim fundador da sociologia, podemos dizer que Hobbes estaria certo em sua expressão?
Somos movidos por interesses? Usaríamos o outro para satisfazer nossos fins?
Sobre isso outro grande nome da filosofia chamado Nicolau Maquiavel, século XVII, havia expressado que: “Os fins justificam os meios”. Ou seja, uma vez que meu foco é atingir minha finalidade, conquistar meus objetivos, vale tudo, inclusive usar do outro e uma vez que o mesmo não me for mais útil faço o descarte de tal pessoa, sem qualquer sentimento de culpa, arrependimento ou remorso.
O que você acha acerca da filosofia de Maquiavel? Será que usamos do outro para atingir nossos objetivos individuais, vendo-o como “uma escada” a ponto de ser usada para subirmos em busca do que tanto queremos?
Parar de satisfazer os interesses das pessoas que dizem estar conosco, na alegria e na tristeza, que defendem com unhas e dentes que são nossos amigos, é um bom método para filtrar as pessoas íntegras e verdadeiras daquelas com belíssimo discurso retórico, porém sem nenhum caráter moral?! Fica a reflexão. Um grande abraço.
Thiago Pontes é Filósofo e Neurolinguísta (PNL) – Instagram @institutopontes_oficial







