O Brasil, com seu vasto potencial, enfrenta um desafio crucial que já conhecemos há tempos: a desigualdade social. Dados do relatório da Oxfam divulgados em 2024, que discutem a relação das desigualdades e o poder corporativo global, mostram que 63% da riqueza do Brasil está nas mãos de 1% da população. O levantamento também aponta que os 50% mais pobres detêm apenas 2% do patrimônio do País.
Para superar a desigualdade social, a educação é uma das ferramentas mais poderosas, necessárias e urgentes. É nesse contexto que o projeto Todos pela Educação, com quase 20 anos de história, se destaca, clamando por investimentos massivos e imediatos.
A educação precisa alcançar todos os cantos do País, especialmente as áreas de alta vulnerabilidade social, onde a presença do crime organizado é mais forte. Mesmo nesses locais, os pais almejam um futuro melhor para seus filhos – um futuro construído sobre uma base sólida de educação.
A simples satisfação das necessidades básicas, como alimentação e vestuário, não garante a emancipação. A educação não é apenas um direito individual, mas um investimento coletivo. Ao garantir o acesso a um ensino de qualidade, estamos construindo uma sociedade mais justa, próspera e segura.
O pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa dizia: “Aquilo que uma pessoa se torna ao longo de sua vida depende fundamentalmente de duas coisas: das oportunidades que teve e das escolhas que fez”, portanto precisamos oferecer às nossas crianças e jovens a oportunidade de uma boa educação para que ela tenham chance de fazer boas escolhas.
Para isso, é fundamental ampliar a oferta de escolas de tempo integral, proporcionando um ambiente seguro e estimulante para o desenvolvimento pleno dos alunos. Sabemos também que é urgente investir em programas de formação técnica, preparando os jovens para o mercado de trabalho e impulsionando o desenvolvimento econômico. Além disso, é essencial priorizar investimentos em regiões de alta vulnerabilidade social, combatendo a desigualdade desde a raiz.
Sem educação já, muitos não escaparão das dificuldades financeiras e sociais. O dinheiro não deve ser encarado como uma obsessão, mas sim como uma necessidade fundamental para a sobrevivência e a autoestima de todos.
Devemos garantir que as crianças tenham oportunidades para se desenvolverem ao máximo e encontrarem um espaço honesto e saudável para construírem suas famílias, formando futuras gerações bem preparadas.
Esse também é o sonho de Priscila Cruz, presidente do Todos pela Educação, que há pelo menos 25 anos se dedica de corpo e alma a essa missão difícil e importantíssima: transformar a realidade de milhões de brasileiros por meio da educação.
Diante dos desafios que o Brasil enfrenta, a educação se apresenta como a única esperança de transformação. É preciso agir agora, com ousadia e determinação, para garantir que cada criança e jovem tenha a oportunidade de construir um futuro digno e promissor.
Educação já, a única esperança!
Luis Norberto Pascoal é empresário e presidente da Fundação Educar







