Neste momento de muita confusão no mundo, sinto-me cada dia mais feliz por ser brasileiro. Ao observar o restante do mundo e ver as turbulências em curso — desde o caos tarifário promovido por Donald Trump, até a volatilidade dos mercados —, sinto-me cada vez mais fiel ao Brasil.
Os bancos centrais estão sem saber como agir para garantir o valor das moedas nacionais. O status dos títulos do Tesouro, como porto seguro global, está sendo cada vez mais questionado. O caos tarifário de Trump deixa Wall Street e as bolsas do mundo todo às cegas. Há um pacote de conhecimento e informação que desorienta os bons e verdadeiros líderes em todos os setores. Boa parte está sem saber o que fazer.
O nervosismo do mercado diante do comércio e da guerra com a China pode causar sérios prejuízos. O que está no jogo é algo inimaginável. Parece que nascem mentiras todos os dias. Por um lado, Putin não dá sinais de que vai parar de invadir a Ucrânia; do outro, a China demonstra intenções claras em relação a Taiwan. Sem falar de Israel, que busca dominar Gaza a qualquer custo.
As declarações do senhor Trump ampliaram a divisão entre as maiores economias do mundo, e a turbulência tarifária está deixando os executivos em alerta. É por isso que volto ao meu termo original: “Salve, Brasil!”, nossa querida terra, onde nascemos e construímos nossas casas, nossas famílias, nossos amigos e nossas esperanças.
Atualmente, o Brasil possui um saldo comercial de US$ 75 bilhões, mais de US$ 300 bilhões em reservas cambiais e mantém relações comerciais com o mundo inteiro, abrindo novos mercados a todo momento.
Desde que desistiu de sua dívida externa, o país vem acumulando superávits comerciais e mantendo reservas cambiais, formando um colchão de proteção contra turbulências externas.
A tarifa pode até contribuir para o aumento das exportações e acelerar o acordo do Mercosul com a União Europeia. Temos um acordo de comércio livre firmado com a União Europeia, que deve ser impulsionado. Apesar das diferenças ideológicas com Trump, o governo Lula tomou a dianteira nas negociações com os EUA.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que lidera o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, já participou de pelo menos seis reuniões com representantes estratégicos. O Brasil está , finalmente, dialogando com as pessoas certas.
E, em meio a tantas incertezas no mundo, olhar para o Brasil é, para mim, um gesto de esperança. E é por isso que, mais do que nunca, sinto-me feliz por ser brasileiro.
Que saibamos valorizar o que temos para avançarmos com serenidade e coragem.
Luis Norberto Pascoal é empresário e presidente da Fundação Educar







