O Hospital da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Caism/Unicamp) solicitou ao Sistema de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp) para barrar novos encaminhamentos ao local. O espaço registrou superlotação de 140% e o pedido é para que pacientes busquem outras unidades de saúde da região de Campinas até a situação ser amenizada. O Siresp é responsável pelos encaminhamentos de pacientes aos leitos do sistema de saúde do estado.
De acordo com a superintendência do Caism, os 15 leitos de UTI neonatal da unidade não estão suprindo a demanda. São 21 bebês internados no local e ainda há gestantes de alto risco já admitidas com programação para parto e internação.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde se manifestou sobre o impasse:
“A Secretaria de Saúde de Campinas informa que monitora de forma permanente a situação de leitos de UTI neonatal na cidade. Os serviços municipais também são referência regional. Além disso, mantém tratativas com o governo do Estado para aumento da oferta de leitos em virtude de demandas da região registradas por hospitais conveniados com o Município e Caism da Unicamp. A ocupação de leitos e encaminhamentos de pacientes aos leitos ocorre por meio do Sistema de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp)”.
Sobrecarga
A Unicamp possui maior sobrecarga entre os hospitais de clínicas do interior de São Paulo, aponta levantamento da Diretoria Executiva da Área da Saúde (Deas) da Universidade de Campinas. De acordo com os números, o espaço tem média de 4,4 mil pessoas atendidas pelo SUS por cada leito disponível.
O levantamento ainda destaca que o Hospital de Clínicas (HC) e o Caism operam com um total de 560 leitos para atender 2,4 milhões de pacientes do SUS na região de Campinas.











