A eleição da nova diretoria da Santa Casa de Campinas, que deveria ocorrer nesta quinta-feira (30), foi suspensa pela Justiça, em decisão liminar proferida nesta terça (28).
A sentença aponta para a falta de dados suficientes sobre os integrantes com direito a voto e aponta necessidade de garantir transparência no processo eleitoral.
A medida atende parcialmente a ação movida por integrantes da Irmandade de Misericórdia de Campinas, que abrange os hospitais Irmãos Penteado e Santa Casa,.
O juiz Marcos Hideaki Sato, da 10ª Vara Cível, determinou que a Santa Casa apresente em até 48 horas a listagem atualizada de todos os membros com direito ao voto.
O magistrado entendeu que os dados disponibilizados até o momento são insuficientes para garantir condições adequadas de participação.
A decisão também reconhece o risco de prejuízo ao processo eleitoral caso a votação ocorresse nas condições atuais, sem tempo hábil para análise das informações e correção de eventuais inconsistências.
Transparência na gestão
O caso se insere em um contexto mais amplo, que envolve questionamentos sobre transparência na gestão, investigações em andamento relacionadas a repasses públicos na área da saúde e a permanência da mesma administração há cerca de 18 anos.
Segundo integrantes do grupo Santa Causa, que integra uma das chapas na disputa, a decisão reforça a necessidade de maior clareza e organização no processo.
“O que se busca é garantir um processo justo, com acesso às informações e condições equilibradas para todos os envolvidos”, afirma Paulo Aquino, candidato a provedor.
A ação contra a eleição foi movida por um grupo de membros da Irmandade, que também pleiteava na Justiça a nomeação de um interventor até que novo pleito fosse marcado.
A atual administração permanece à frente da instituição de forma provisória, com limitações, até nova deliberação judicial. O processo segue em andamento.
Em 2025, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) iniciou uma investigação para apurar denúncia de suposto esquema de rachadinha entre a Irmandade e vereadores. Segundo a denúncia, os parlamentares teriam recebido de volta entre 10% a 20% dos recursos públicos que foram destinados à instituição por meio de emendas parlamentares impositivas.
A atual gestão da Santa Casa de Campinas informou ao Hora Campinas que divulgará sua posição assim que tomar ciência da decisão.







