Este não tem sido um ano típico. Vivemos tempos de transformações intensas e desafios inesperados. Mais do que nunca, precisamos refletir sobre qual deve ser nossa postura diante das incertezas e dos conflitos que nos cercam. Como manter a dignidade, a ética e o compromisso com a verdade em meio à instabilidade? Qual deve ser nossa abordagem para esses momentos?
Em primeiro lugar, não adianta imaginar que este pesadelo desaparecerá de repente, como se acordássemos de um sonho ruim. Estamos apenas no início, lidando com pequenas deturpações da verdade, e nem conseguimos prever tudo que ainda está por vir.
Em segundo lugar, devemos defender a dignidade de um povo que merece respeito, resistindo a qualquer retaliação ou tentativa de nos fazer desistir de nossos direitos.
Em terceiro, enfrentamos críticas ilegítimas, que precisam ser esclarecidas. Para isso, é fundamental manter a coerência entre o que defendemos e o modo como reagimos às adversidades.
Reconhecemos que há muito a fazer para melhorar, mas não da forma como tem sido conduzido. Precisamos trabalhar com empenho para garantir que cada pessoa tenha a oportunidade de prosperar, e isso inclui promover a segurança de todos e combater todas as formas de discriminação e ódio.
Devemos fomentar o diálogo aberto e construtivo, criando espaços onde todos se sintam à vontade para expressar seus pontos de vista. Somente a partir de uma análise ampla, livre de rivalidades políticas, será possível encontrar caminhos viáveis e colaborativos. A ética deve ser sempre a base de nossas ações, sustentando planos e decisões que respeitem a pluralidade de visões e experiências.
Que possamos ter sucesso em nossa missão, ainda que, ao abrirmos os olhos, sintamos receio do que nos espera. As responsabilidades serão maiores, e a adesão a causas nobres exigirá mais dedicação. Precisamos superar falhas e medos, buscando alternativas mesmo quando o cenário parece improvável.
Temos razões para sermos otimistas, sim, mas com cautela. O Brasil pode fazer mais e ser melhor. Ainda precisamos lutar muito por temas como a defesa da infância e pela justiça, temos um longo caminho a percorrer.
Nossos valores familiares são um alicerce importante, mas nossa responsabilidade vai muito além de quem somos: nosso destino deve estar sempre atrelado à verdade e à integridade.
Mais do que nunca, precisamos de análise crítica e renovação. A ideia de que há sempre mais a fazer continua verdadeira. Assim como a humanidade deve contornar a curva da ignorância para descobrir novas perspectivas, também precisamos reconhecer nossas falhas e lutar por um Brasil melhor para todos e não para uma minoria.
Uma das maiores alegrias da vida é perceber que não há fim para o aprendizado e para a descoberta. Nunca é tarde para agradecer, nem cedo demais para começar a servir. Cada momento importa, cada esforço pode fazer diferença.
A busca pela verdade deve ser constante. Devemos ser incansáveis em nosso compromisso com a filosofia de servir. No campo profissional, temos a responsabilidade de entregar sempre mais e melhor, construindo uma instituição mais forte e preparada para um novo mundo.
Diante das demandas, podemos oferecer apoio a quem já nos ajudou. Por lealdade, devemos oferecer críticas honestas e ponderadas. Que saibamos nos inspirar em histórias que nos tocaram, em pessoas que nos ajudaram a ir além dos nossos sonhos, em colegas que mudaram nosso modo de pensar e em professores e mentores que ampliaram nossas perspectivas.
Saiba agradecer sempre, pois é na gratidão que reside a força para enfrentar com esperança cada novo desafio.
Luis Norberto Pascoal é empresário e presidente da Fundação Educar







