O palco dos cínicos e as palmas para o bonzão foi um verdadeiro show de horrores. O mundo inteiro é pequeno para o seu ego. “A força é que garante a paz”, diz ele. E se vangloria de ter acabado com oito guerras em oito meses. Afirma não gostar de conflitos. Depende do que ele entende por essas situações. E as guerras financeiras, ecológicas, civis, e contra as minorias que ele ativa? Nada de se espantar, vindo do chefe de um país que ainda celebra Cristóvão Colombo. E de um continente que celebra os assassinos do seu povo.
Na verdade conseguiu um acordo de trégua em uma situação de massacre, de genocídio.
Onde estão os que sofreram para assinar o acordo? Foi sempre assim na história da humanidade, são os vencedores que a escrevem. A história é escrita e descrita por quem supostamente venceu, por quem tem os meios mais fortes para contá-la. Só que em nosso tempo, há câmeras que captam os discursos cínicos e os aplausos efusivos. E as mais de cem mil vidas que se foram? E os futuros que foram roubados? E a terra?
Quantos interesses econômicos estarão por trás daqueles rostos felizes e daquelas mão que aclamam? Parecem sentir muito próximo os milhões de dólares que irão tocar.
Eles festejam, se congratulam. Pensam realmente ter feito um acordo benéfico. Louvam os assassinos. Aprovam-se mutuamente. Sorriso nos rostos.
Mataram e aplaudem-se. Cospem sobre os cadáveres, na frente de todo o mundo.
“Bandeirantes, Anhanguera, Raposa, Castelo / São heróis ou algoz? / Vai ver o que eles fizeram /
Botar nome desses cara nas estrada é cruel / É o memo que rodovia Hitler em Israel” já prosou Renan Inquérito.
Cadê a reparação? Vai ficar tudo por isso mesmo! E assim caminha a humanidade.
Dia histórico do século XXI. O século das guerras, essência do ser humano; e o motor da história.
Alvorecer de um tempo sombrio.
Em tempo: Israel criou a Gaza Humanitarian Foundation para controlar o ingresso e a distribuição de comida durante o período do massacre. Com isso, tinha nas mãos o poder para fazer morrer de fome o povo palestino.
Inescrupulosos! Quando entregavam comida, era alimento que necessitava de água para ser preparado. E onde estava a água potável em Gaza? Em lugar algum.
Gustavo Gumiero é Doutor em Sociologia (Unicamp) e Especialista em Antigo Testamento – gustavogumiero.com.br – @gustavogumiero







