Em meio a tantos conflitos e tensões pelo mundo, sejam disputas comerciais, embates políticos ou ameaças militares, fica cada vez mais claro o quanto a diplomacia faz diferença. Desde jovem, aprendi a valorizar essa ferramenta poderosa e discreta. Tenho um enorme respeito pelo Itamaraty e pelos profissionais que fazem da nossa diplomacia um exemplo. Nos últimos meses, ao ver o Brasil sendo ouvido e respeitado lá fora, me senti ainda mais orgulhoso de ser brasileiro.
Costumo brincar que, sem diplomacia na vida, a gente não conquista respeito nem aprende coisas boas. Por isso, todos os dias tento acordar com humor suficiente para manter uma postura diplomática, seja com quem me acolhe ou com quem possa se tornar um adversário em algum projeto ou processo. Quando percebo que não estou bem, que me falta esse humor positivo, prefiro me afastar. Afinal, sem equilíbrio posso perder a calma, e junto com ela, a diplomacia.
Hoje, mais do que nunca, precisamos agir com diplomacia em todos os contextos e com todas as pessoas. No entanto, em nível nacional, esse tema tem se tornado ainda mais essencial. Por isso, decidi escrever algumas reflexões sobre esse assunto tão relevante e cada dia mais necessário.
A diplomacia é um instrumento político criado para estabelecer e desenvolver relações pacíficas entre governos, por meio de intermediários altamente preparados e reconhecidos por ambas as partes envolvidas.
As relações diplomáticas são regidas pelo direito internacional e, em geral, conduzidas por diplomatas de carreira que são profissionais altamente cultos, fluentes em vários idiomas e com habilidades marcantes no trato com as pessoas. Entre essas habilidades, destacam-se a delicadeza, os bons modos e, muitas vezes, a astúcia para lidar com temas sensíveis. Cabe ao diplomata buscar saídas para conflitos que, por vezes, parecem quase impossíveis de resolver. A prática da diplomacia é essencial para criar e preservar alianças estratégicas, tanto no campo militar quanto no econômico.
Antigamente, os embaixadores eram membros da nobreza ou políticos com experiência em relações exteriores. Hoje, no entanto, há uma base crescente de diplomatas profissionais, com formações e especialidades antes inimagináveis. A tarefa de negociar consiste em manter relações com o objetivo de alcançar um acordo. O diplomata atua em nome do Estado para defender interesses, que podem ser de natureza bilateral ou multilateral.
Os pontos-chave da diplomacia envolvem agir em nome e por conta do Estado que se representa, sendo seu porta-voz em qualquer assunto ou conflito.
Em resumo, a diplomacia é a arte e a prática de conduzir as relações internacionais por meio do diálogo e da negociação, com o objetivo de promover a política externa e a paz, seja em conversas entre dois países ou em grandes conferências globais.
A tarefa de informar é definida como o dever e a prerrogativa do diplomata de inteirar-se, por todos os meios lícitos, das condições existentes e da evolução dos acontecimentos em um determinado país ou contexto.
Atualmente, a diplomacia tornou-se uma tarefa cada vez mais desafiadora, a contemporânea lida com um cenário geopolítico em constante transformação, marcado pela ascensão de novas potências e por crises transnacionais, como as mudanças climáticas e a cibersegurança. A interconexão global faz com que conflitos locais tenham repercussões imediatas em escala mundial, exigindo negociações frequentes e extremamente sensíveis.
Embora complexa, a diplomacia continua sendo a principal ferramenta para a resolução pacífica de disputas e para a promoção da cooperação internacional. Ela tem se adaptado para incluir atores não estatais e a diplomacia pública. E nós, mesmo como cidadãos comuns, também precisamos aprender mais sobre a diplomacia do dia a dia, para sermos bons gestores. Essa forma de diplomacia, embora pouco conhecida, foi o que me salvou em muitas circunstâncias, especialmente nas áreas de filantropia e educação pública. Sem ela, jamais teríamos alcançado os resultados que conquistamos.
Luis Norberto Pascoal é empresário e presidente da Fundação Educar







