A história foi escrita em Bormio, cidade nos Alpes italianos, próxima à divisa com a Suíça. Neste sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen, que tem raízes em Campinas, conquistou a primeira medalha do Brasil em uma Olimpíada de Inverno. E logo a de ouro. O esquiador venceu a prova do slalom gigante nos Jogos de Milão e Cortina.
O slalom gigante consiste em duas descidas em um percurso com mastros fincados na neve, as chamadas “portas”, separadas por cerca de 25 metros. O esquiador deve passar entre eles. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo.
Lucas realizou as descidas em 2min25s, ficando 58 centésimos à frente do suíço Marco Odermatt, que levou a prata. O bronze também foi para um atleta da Suíça, Loic Meillard.
O representante do Brasil assumiu a liderança na primeira descida, ao concluir o percurso em 1min13s92. Apesar de fazer apenas o 11º melhor tempo na descida seguinte (1min11s08), a marca foi suficiente para ele se manter à frente dos suíços Odermatt e Meillard.
Trajetória
Lucas, de 25 anos, nasceu em Oslo, capital da Noruega, mas é filho da brasileira Alessandra Pinheiro de Castro e neto de campineiros – seu pai, Bjørn Braathen, é norueguês. A família materna mora em Campinas, onde Lucas costumava passar férias. Na cidade, jogava futebol com os garotos em uma quadra poliesportiva.
“Dos momentos mais especiais para mim era quando eu ia ao Brasil e jogava futebol”, lembrou ele em entrevista ao site oficial dos Jogos Olímpicos. “Foi aí que o meu amor pelo esporte nasceu mesmo.”
Lucas foi campeão da Copa do Mundo de esqui alpino pela Noruega em 2023, quando decidiu se aposentar. Em 2024, retomou a carreira e passou a representar o Brasil, mesmo enfrentando divergências da federação norueguesa.
Na cerimônia de abertura dos Jogos de Milão foi ele quem carregou a bandeira brasileira.
Antes do título, o melhor resultado do Brasil numa Olimpíada de Inverno foi de Isabel Clark, 9ª colocada no snowboard cross, nos Jogos de Turim, em 2006. (Com Agência Brasil)












