Novo técnico do Guarani, Elio Sizenando, de 55 anos, está em casa. Campineiro, ele admitiu que comandar o Bugre tem um sabor especial pelo fato de um clube ser de sua cidade natal. Na região, o treinador tem passagens não apenas pelo Capivariano, no qual ganhou projeção, mas já circulou também pelo Paulínia e Ponte Preta, com trabalhos de peso nas categorias de base, revelando e oferecendo rodagem a jovens atletas.
Agora, no Brinco de Ouro, onde terá o maior desafio da carreira, espera contribuir não apenas com o acesso do time principal à Série B do Campeonato Brasileiro, mas também com frutos nas equipes de formação.
“É um sabor especial estar aqui”, disse Elio em sua apresentação no Brinco de Ouro na quinta-feira (12). O treinador conta que sua ligação com Campinas parte da Vila Industrial, bairro de origem de sua família.
“Nasci aqui, mas logo me mudei para a região de Ribeirão Preto, onde cresci. Quando voltei para Campinas estava quase com 30 anos.”
Na cidade, ele espera ter reencontros e uma resposta positiva daqueles com os quais chegou a conviver, principalmente dentro de campo. “Formei muitos jogadores na região e tem muita gente torcendo por mim.”
Na primeira entrevista no Guarani, Elio disse que a integração com a base será parte do trabalho. “Entendo bastante de categoria de base”, admitiu ele, que também desenvolveu processos com jovens atletas no Desportivo Brasil de Porto Feliz. “Gosto de estar falando, corrigindo os atletas, de estar mostrando os caminhos. Tenho essa facilidade.” Para ele, o potencial demonstrado pelo Guarani na formação facilitará o entrosamento.
“O clube mostrou sua força nos últimos campeonatos estaduais das várias categorias e conta com bons meninos. Além disso, encontrei aqui o Cordeiro e o Jairo, amigo de longa data, que são excelentes profissionais. Será importante essa integração”, comentou, referindo-se ao auxiliar fixo Marcelo Cordeiro e ao treinador do sub-20, Jairo Blumer, que atuam em parceria.
Entre os atletas cuja formação passaram pela direção de Elio está Jemmes, do Fluminense, eleito ao lado de Léo Pereira, do Flamengo, o melhor zagueiro do Campeonato Carioca de 2026.
“Fiquei com o Jemmes, no Capivariano, por três anos arrumando, arrumando, arrumando…Até que ele disputou a Série B e depois foi para o Fluminense, rendendo um bom dinheiro para o Capivariano neste início de temporada.”












