Campinas é um dos quatro municípios paulistas que atingiram a pontuação máxima no Ranking do Saneamento 2026 do Instituto Trata Brasil (ITB). O município também figura entre os 20 melhores do País. O protagonismo de São Paulo no estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil reforça a eficácia das políticas públicas e da gestão técnica aplicadas
Segundo os indicadores do Instituto Trata Brasil, que analisaram dados de saneamento básico nas 100 cidades mais populosas do País, quatro municípios se destacaram: Franca, São José do Rio Preto, Campinas e Santos, todos com pontuação máxima. Franca lidera com 99,46% em cobertura de saneamento básico (percentual da população que possui acesso direto e regular à água potável) e 98,91% de coleta e tratamento de esgoto.
Também fazem parte do ranking mais cinco cidades paulistas: Limeira, Taubaté, São José dos Campos, São Paulo e Jundiaí.
Em Campinas, conforme o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), 0,2% da população, o que corresponde a 2.404 pessoas, não tem acesso à água tratada. Além disso, 3,4% da população, ou 40.197 pessoas, vivem em domicílios sem coleta de esgoto.
Dados do Infra-BR (Índice Confea de Infraestrutura do Brasil) revelam que a eficiência do setor depende da qualidade da rede e da qualificação profissional. Em São Paulo, o monitoramento aponta uma nota geral de 68,49, reflexo direto da competência técnica empregada nas últimas décadas.
O estado
Chama atenção a presença de nove cidades paulistas entre as 20 melhores do País no Ranking do Saneamento 2026. Esse cenário de expansão ganha novo impulso com o UniversalizaSP, programa do Governo do Estado que, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), movimentará cerca de R$100 bilhões até 2060.
Para o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), o programa é o motor que permitirá elevar as notas de eficiência onde ainda há disparidades. O Conselho atua como garantidor técnico desse processo, assegurando que as obras de ampliação ocorram sob a supervisão de profissionais habilitados e com registro ativo na autarquia.
Para a engenheira sanitarista e ambiental Marcellie Giralota, diretora de Valorização Profissional do Crea-SP, os números refletem décadas de planejamento.
“Isso é resultado de décadas de Engenharia aplicada com continuidade de investimento. Enquanto a média nacional de tratamento de esgoto é de apenas 51,8%, cidades como São José dos Campos chegam a 88,80%”, completa.












