A polêmica extração de árvores na Praça do Coco, em Barão Geraldo, teve novos desdobramentos nesta quarta-feira (13). A promotora de Justiça Luciana Ribeiro Guimarães Viegas de Carvalho expediu ofício à Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP) de Campinas suspendendo qualquer intervenção na Praça. Também determinou a apresentação, por parte da Prefeitura, de um novo laudo técnico com a finalidade de sanar a controvérsia sobre o estado das árvores.
A decisão foi em resposta à manifestação ao Ministério Público de São Paulo apresentada pela Associação Movimento Resgate o Cambuí e pelo Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente).
Na decisão, a promotora reconheceu a validade do laudo técnico apresentado pelo Comdema, que apontou falhas graves na ação promovida na Praça do Coco no início do mês. O documento contradiz o parecer técnico externo, assinado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP), solicitado pela Prefeitura de Campinas.
O episódio que envolveu cortes e podas radicais de árvores gerou forte reação contrária, incluindo protestos na praça e revolta nas redes sociais, além de pareceres técnicos conflitantes.
A promotora determinou a expedição de ofício à Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP) para que “suspenda imediatamente a extração do exemplar arbóreo remanescente, abstendo-se de qualquer intervenção até ulterior deliberação” e “providencie a realização de contralaudo técnico, mediante vistoria presencial, por profissionais habilitados e com emprego de metodologia adequada, apta a dirimir a controvérsia instaurada”.
Laudos
Após a divulgação do laudo pedido pelo Comdema, um outro parecer técnico externo, assinado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, foi apresentado pela Prefeitura de Campinas.
Segundo documento, foram comprovados riscos relativos a duas árvores da praça extraídas e a permanência delas na Praça do Coco, em “péssimo estado geral”, representaria um risco contínuo para os frequentadores do espaço.
Já conforme o laudo apresentado pelo Comdema, cujo relator é o engenheiro florestal e agrônomo José Hamiltom de Aguirre Júnior, as intervenções realizadas em árvores da Praça do Coco incluíram “supressão e podas consideradas tecnicamente injustificadas”. Segundo o laudo técnico, parte do conjunto arbóreo afetado estava “saudável e não apresentava riscos que justificassem a remoção ou intervenções drásticas”.












