Os jogadores da Ponte Preta decidiram protestar contra os salários atrasados de forma mais veemente nos últimos dias. Na manhã desta quarta-feira (3), os jogadores se reapresentaram no CT do Jardim Eulina, mas não treinaram. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Ponte News. O protesto acontece dois dias depois do empate do time por 0 a 0 contra o Botafogo-SP, segunda-feira (1), no Moisés Lucarelli.
Antes da partida, o elenco divulgou uma nota na qual expôs a crise financeira no clube. “Hoje (segunda), parte dos atletas da Ponte Preta entrará em campo para enfrentar o Botafogo de Ribeirão Preto sem ter recebido qualquer salário no ano de 2026. Ao longo da semana, fomos informados de que as pendências salariais seriam regularizadas. No entanto, houve apenas pagamentos parciais destinados a alguns funcionários, permanecendo diversos profissionais sem receber aquilo que lhes é devido”, cita a nota.
As últimas ações dos atletas demonstram o alto nível de insatisfação no qual chegou o elenco pontepretano com o atraso nos pagamentos.
Anteriormente, os jogadores chegaram a acionar o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo e a abandonar a concentração.
Recentemente, o clima esquentou numa reunião entre os atletas e a direção. Houve bate-boca e, após o encontro, o atacante Bryan Borges foi afastado do elenco, enquanto o zagueiro David Braz pediu para deixar a Ponte. O primeiro tenta a rescisão contratual para acertar com outro clube e Braz treina separadamente no Majestoso.
A dívida do clube não é igual para todos os jogadores, mas o acúmulo de pendências se arrasta há um ano. Funcionários e integrantes da comissão técnica também sofrem com os atrasos.
A tendência é de que os atletas retomem as atividades nesta quinta-feira (4) para iniciar a preparação para a partida contra o Cuiabá, terça-feira (9), às 19h, no Majestoso. Há cinco jogos sem vencer, com 4 derrotas seguidas e 1 empate, a Macaca ocupa a vice-lanterna, com 8 pontos.











