Quando o assunto é estética, o desejo por resultados harmoniosos precisa caminhar lado a lado com a segurança. Nos últimos anos, esse debate ganhou ainda mais força após o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibir o uso do PMMA (polimetilmetacrilato) para fins estéticos em todo o Brasil, mantendo apenas uma exceção específica para pacientes com HIV/Aids em situações previstas pelo Ministério da Saúde.
A decisão reforça um alerta importante: procedimentos estéticos não devem ser avaliados apenas pelo resultado imediato, mas também pelos impactos que podem trazer à saúde a curto, médio e longo prazo.
Segundo a especialista em medicina estética Vanessa Penteado, hoje existem alternativas modernas capazes de proporcionar excelentes resultados sem abrir mão da segurança. Entre elas, destacam-se o ácido hialurônico e os bioestimuladores de colágeno.
“O paciente moderno busca mais do que volume ou transformação. Ele quer naturalidade, bem-estar e a tranquilidade de estar realizando um procedimento seguro”, explica a especialista.
O ácido hialurônico é amplamente utilizado para restaurar volumes perdidos ao longo do envelhecimento, melhorar contornos faciais e suavizar marcas de expressão. Regiões como lábios, maçãs do rosto, olheiras e sulcos faciais podem ser tratadas com resultados visíveis logo após a aplicação.

Já os bioestimuladores de colágeno atuam de forma diferente. Em vez de promover preenchimento imediato, eles estimulam o próprio organismo a produzir colágeno, proteína responsável pela firmeza, sustentação e qualidade da pele.
O resultado costuma surgir de forma gradual, proporcionando um aspecto mais natural e duradouro.
A combinação das duas técnicas tem se tornado uma das estratégias mais procuradas nos consultórios. Enquanto o ácido hialurônico devolve volume e contorno, os bioestimuladores trabalham na melhora da estrutura da pele, promovendo rejuvenescimento global.
Mas a especialista faz um alerta: nenhuma tecnologia substitui a importância de uma avaliação individualizada.
“Cada rosto tem características únicas. O planejamento do tratamento deve respeitar a anatomia, os objetivos e as necessidades de cada paciente. A segurança começa antes mesmo do procedimento, na escolha de um profissional qualificado e de uma clínica habilitada”, destaca Vanessa.
Em um momento em que a estética busca cada vez mais resultados naturais, a informação se torna uma grande aliada. Entender os procedimentos disponíveis, conhecer seus benefícios e riscos e contar com acompanhamento profissional adequado são passos fundamentais para quem deseja investir na própria autoestima com responsabilidade.
Afinal, beleza e segurança devem sempre caminhar juntas.











