As punições em razão do acúmulo de dívidas se tornaram frequentes na Ponte Preta, que nesta terça-feira (16) foi alvo de nova penalidade. A Macaca foi excluída do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B). A decisão a deixa sem o benefício concedido pela CBF de custeio de logística e arbitragem. Assim, além de se responsabilizar integralmente pelas despesas, a Ponte terá de restituir à Confederação os valores pagos desde o início da competição até a data da exclusão.
“O não pagamento sujeita o clube à retenção de quotas de transmissão ou premiação e às demais sanções previstas na regulamentação aplicável”, cita a publicação.
A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão que fiscaliza o cumprimento do regulamento de fair play financeiro no país. Em sessão realizada na segunda-feira (15) pela Turma 2 da ANRESF, a exclusão foi votada por unanimidade por atraso nos vencimentos de atletas, comissão técnica e funcionários superior a 60 dias.
“A permanência no programa exige a regularidade no pagamento das obrigações trabalhistas devidas a atletas, comissão técnica e funcionários; persistindo a inadimplência por mais de sessenta dias, a exclusão é consequência automática (art. 11, § 2º, do Regulamento do PARF-B)”, cita a publicação.
A exclusão, por outro lado, não impede a readesão futura ao Programa. “O clube poderá voltar a aderir ao PARF-B desde que comprove novamente o preenchimento dos requisitos de elegibilidade e de permanência, pelo procedimento próprio de adesão — o que pressupõe a efetiva regularização das obrigações trabalhistas que motivaram a exclusão”,
A Ponte Preta se movimenta para reverter a decisão. Para isso, prepara o envio à CBF dos comprovantes de pagamento de um mês de salário em 2026 realizado nos últimos dias.
“Não colocamos o pé na bola”
Dentro de campo, o recém-contratado técnico Márcio Zanardi tenta reduzir os impactos da crise na busca de uma reação do time dentro da Série B. Após a derrota por 3 a 0 para o Juventude, domingo (14), em Caxias do Sul, em sua estreia no comando, ele reconheceu as dificuldades que terá pela frente.
“A estreia retrata o tamanho do nosso desafio. Tivemos dois dias de trabalho e o que tentamos colocar em prática não funcionou. Mostramos uma fragilidade defensiva muito grande. Vou cobrar atitude. Não colocamos o pé na bola”, comentou depois da partida.
Na vice-lanterna da Série B, a Ponte tentará voltar a vencer depois de 7 rodadas na segunda-feira (22), quando recebe o Novorizontino, no Moisés Lucarelli.












