Na semana passada escrevi sobre Dom Pedro II nesta coluna, mas preciso destacar que ele foi filho de uma das mulheres mais importantes da história do Brasil, nossa querida Imperatriz Leopoldina. Essa jovem de origem austríaca teve papel decisivo no processo da Independência e ajudou a construir os caminhos que levaram à formação do País que conhecemos hoje.
Acredito que grandes mães ajudam a formar grandes pessoas. Ao olhar para a trajetória de Dom Pedro II, penso na influência que a Imperatriz Leopoldina exerceu em sua formação e nos valores que ela ajudou a transmitir.
Ao escrever estas linhas, não consigo deixar de pensar nas outras mulheres que marcaram nossas vidas, professoras, cuidadoras e, acima de tudo, aquelas que nos colocaram no mundo e participam do nosso desenvolvimento, nossas mães. Este texto tem muito a ver com a minha vida, pois devo muito às mulheres.
Não consigo deixar de agradecer as parcerias que tive em todos os projetos para os quais pude contribuir, principalmente os ligados à educação e à responsabilidade social. Em muitos deles, encontrei mulheres lutadoras, guiadas por princípios profundamente humanos. Algumas correram riscos e enfrentaram incompreensões quando lançamos, por exemplo, o Trote da Cidadania na Unicamp. Outras, como Milu Villela, nem sempre foram plenamente compreendidas em sua luta por uma educação concreta e transformadora, desde a primeira infância.
A influência de Leopoldina ultrapassou seu papel histórico na Independência. Ela não foi apenas uma personagem política. Era uma mulher culta, apaixonada pela ciência, pela natureza e pelo conhecimento.
Sua trajetória mostra como a formação intelectual e os valores transmitidos por uma mulher podem deixar marcas duradouras em uma família, em uma geração e até mesmo na construção de um país. A vinda da arquiduquesa austríaca, com seus sonhos, sua formação intelectual e sua visão de futuro foi decisiva para moldar os rumos do Brasil.
Leopoldina viveu aqui, constituiu sua família, conheceu as dificuldades e as potencialidades desta terra e participou de alguns dos momentos mais importantes da nossa história. Talvez por isso sua memória continue tão presente entre nós. Em Campinas, na região do Taquaral, temos a Avenida Imperatriz Leopoldina, uma homenagem que nos convida a lembrar sua contribuição para a formação do Brasil e a importância do protagonismo feminino em nossa história. Caso você não conheça a história da nossa imperatriz, recomendo que busque se aprofundar nela, pois sua contribuição para o Brasil foi muito mais importante do que imaginamos!
O reconhecimento do protagonismo feminino, tanto na história do Brasil, quanto em nossa trajetória pessoal, é um ato de justiça e gratidão indispensável, para o desenvolvimento social e educacional de cada criança e de cada cidadão. Muitos vivas às mulheres, especialmente às nossas mães, avós, professoras, cuidadoras e filhas.
Ainda acredito que as valorizamos menos do que deveríamos e que cabe a nós mudar este olhar.
Luis Norberto Pascoal é empresário e presidente da Fundação Educar












