A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP) e tornou réus os quatro investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem corda de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira.
Com a decisão, os acusados passam a responder formalmente ao processo criminal e terão prazo de dez dias para apresentar defesa por escrito.
Segundo a investigação, os três atuaram diretamente na execução do salto e participaram do momento em que Maria Eduarda foi arremessada da ponte sem estar presa ao equipamento de segurança.
Eles foram presos em flagrante no dia da tragédia e permanecem detidos após a conversão das prisões em preventiva. A quarta ré é Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como responsável pela organização da atividade. Além de responder por homicídio com dolo eventual, ela também é acusada de fraude processual.
De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, Evelyne tentou eliminar a câmera acoplada ao corpo da vítima após o acidente, numa tentativa de dificultar a investigação.
A Justiça também converteu em preventiva a prisão temporária da investigada. Segundo as apurações, ela era responsável pela logística, captação de clientes e divulgação comercial da atividade, além de ter o dever de garantir que os protocolos mínimos de segurança fossem cumpridos.
Justiça arquiva investigação contra quatro pessoas
Na mesma decisão, a Justiça determinou o arquivamento das investigações em relação a Kauê Felipe Silva Silveira, Luís Gustavo de Oliveira, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins.
A Polícia Civil concluiu que não havia elementos suficientes para responsabilizá-los criminalmente pela morte da jovem.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no dia 13 de junho após ser arremessada de uma altura de cerca de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira.
A investigação concluiu que a jovem foi lançada sem a corda de segurança presa ao corpo. Horas antes do salto, Maria Eduarda publicou nas redes sociais a frase: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”
As investigações também revelaram que o grupo atuava de forma clandestina, sem CNPJ, sem protocolos formais de segurança e com funções mal definidas entre os integrantes da equipe.
Outro ponto apurado foi a tentativa de ocultação de provas. Testemunhas relataram que, logo após o acidente, houve uma mobilização para localizar a câmera utilizada pela vítima durante o salto. Segundo depoimentos, a organizadora teria determinado que o equipamento fosse recuperado para que o vídeo fosse apagado. A câmera nunca foi encontrada.












