O Ministério da Defesa da Rússia informou neste sábado que deu ordens ao exército do país para ampliar a ofensiva a todas as regiões da Ucrânia. Segundo o governo russo, a decisão foi tomada após a Ucrânia se recusar a negociar. A informação, porém, foi negada pelos ucranianos, que afirmaram ainda ter controle sobre a capital Kiev, apesar da presença das tropas russas e dos ataques a áreas militares e residenciais.
A embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos, Oksana Markarova, informou que todas as cidades e até os pequenos vilarejos ucranianos estão sob ataque da Rússia neste sábado. Também afirmou que a Rússia atacou navios no mar Negro e destruiu uma represa perto de Kiev.
A Rússia definiu linhas de ataques em três grandes cidades ucranianas: Kiev, Carcóvia e Kherson, segundo o New York Times. Tropas ucranianas lutam para resistir aos russos nesses três locais.
A Ucrânia garante que ainda tem controle sobre Kiev e confirmou que nenhuma linha de negociação para o fim do conflito foi aberta. “A Ucrânia e o presidente Volodimir Zelensky são contrários a quaisquer condições inaceitáveis ou ultimatos feitos pelo lado russo”, disse o chefe de gabinete ucraniano, Mikhail Podolyak, segundo o jornal britânico The Guardian.
Conselho da ONU
O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se neste domingo (27) para aprovar uma resolução pedindo à Assembleia Geral das Nações Unidas para realizar uma “sessão especial” na segunda-feira sobre a guerra da Rússia com a Ucrânia.
Este recurso, previsto num procedimento específico das Nações Unidas, mas muito raramente utilizado, exclui a possibilidade de veto por um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, e Moscou não poderá, portanto, se opor.
A aprovação desta resolução requer nove votos a favor dos 15 membros do Conselho de Segurança. A reunião do Conselho será a quarta desde segunda-feira sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia.
O objetivo desta “sessão extraordinária da Assembleia Geral” será “fazer com que os 193 membros da ONU tomem uma posição” sobre o conflito e sobre “a violação da Carta das Nações Unidas”, disse um diplomata, sob condição de anonimato, à France-Presse.
Depois de ter falhado uma resolução sexta-feira no Conselho de Segurança para condenar a invasão militar russa da Ucrânia, a qual a Rússia, enquanto membro permanente, vetou, um texto semelhante deverá ser apresentado na próxima semana à Assembleia-Geral da ONU.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu neste sábado que seja retirado da Rússia o direito de voto no Conselho de Segurança da ONU, numa conversa telefônica com o secretário-geral da organização, António Guterres.
A Rússia invadiu a Ucrânia através da Bielorrússia ao norte; da Crimeia, território ucraniano que anexou em 2014, ao sul; e através do seu próprio território a nordeste e leste.
As autoridades ucranianas disseram neste sábado (26) que pelo menos 198 pessoas foram mortas, incluindo civis, desde o início da invasão russa.
O ataque russo tem sido amplamente condenado em todo o mundo e vários países, com destaque para os ocidentais, aprovaram sanções econômicas para punir o regime de Moscou.









