No período de apenas três meses, Campinas atravessou fases distintas e contrastantes da pandemia do novo coronavírus. No início de janeiro, antes da disseminação da variante ômicron, o município registrou os menores números de pacientes graves em 18 meses. Um mês depois, presenciou enfermarias lotadas e a volta da fila de espera por vagas na UTI. Agora, vivencia novamente a queda de indicadores.
Campinas conta nesta sexta-feira (11), segundo dados do Boletim Epidemiológico, com 114 leitos de UTI exclusivos para pacientes com SRAG (Síndromes Respiratórias Agudas Graves) nas redes pública e particular de saúde. Do total de leitos, 79 estão ocupados, o que corresponde a 69,3%. Desse total, 45 pacientes adultos estão internados em UTI com Covid-19 e outros 67, em enfermaria. Cinco óbitos foram anunciados nesta sexta.
Um mês atrás, o mesmo boletim dava conta de 121 pessoas internadas em UTI e outras 180 em enfermaria – 53% na comparação com esta sexta. A taxa de ocupação das UTI estava em 83,5%, apesar de existirem sete leitos a mais disponíveis (121). Em 11 de fevereiro, 14 óbitos por Covid foram confirmados no município – 180% a mais do que nesta sexta.
Em 10 de janeiro, antes do agravamento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRGA), a situação em Campinas era oposta. As UTIs possuíam apenas 21 pacientes, e outros 41 ocupavam as enfermarias. O boletim trouxe a notificação de apenas um óbito.
A tendência de quedas de indicadores se confirma em Campinas desde o início deste mês. Com os cinco óbitos desta sexta, o total de vítimas da Covid chega a 4.977. O número de casos soma 164.780.
O município avança na vacinação contra a doença. No total, já foram aplicadas 2.571.838 doses de vacina, sendo 1.034.234 de primeira dose; 964.272 de segunda dose; 32.896 de dose única e 540.436 de dose adicional.
A partir da próxima segunda-feira (14), a vacinação em Campinas não precisará mais ser agendada. Informações sobre locais de vacinação podem ser consultados no site: vacina.campinas.sp.gov.br.











