Neste momento de muita confusão no mundo todo, sinto-me feliz mais uma vez por ser brasileiro e ter nascido em Campinas. Acho triste quando olho para o resto do mundo e vejo as confusões que estão ocorrendo, como os consumidores americanos estão sendo afetados pelo caos tarifário de Trump e pela volatilidade do mercado.
À medida que os líderes da indústria americana olham para frente, eles não têm grandes respostas e nem otimismo em relação ao que está por vir. Então, o que todas essas mudanças podem significar ainda é uma incógnita para todos. Os planos de carreira e de aposentadoria continuam sendo uma dor de cabeça incalculável para os americanos, sem contar o desespero de muitas famílias abandonadas.
As tarifas, Trump e IA (Inteligência Artificial) estão mudando tudo, e muitos americanos estão desesperados, pois alguns podem ser mais afetados, principalmente os negros e pessoas LGBTQIA+. As faculdades americanas, importantes para o desenvolvimento do conhecimento, estão sendo abandonadas pelo governo federal.
Os projetos mundiais de ajuda comunitária e equilíbrio psicológico estão sendo encerrados. Milhares de pessoas no mundo todo estão ficando desamparadas e os especialistas avaliam que os tempos serão muito mais difíceis. Aliás, incertos.
Os bancos centrais não sabem o que fazer para garantir o valor da moeda de cada país. O status dos títulos do Tesouro como porto seguro do mundo está cada vez mais sendo questionado. O caos tarifário de Trump deixa Wall Street e todas as bolsas do mundo às cegas. Há um pacote de conhecimento e informação que tem deixado os bons e verdadeiros líderes de todos os setores sem saber o que fazer.
O nervosismo do mercado com o comércio e a guerra com a China podem prejudicar mais que o saldo do fundo de aposentadoria. O que está no jogo é algo inimaginável. Parece que dormimos depois de uma noite de muita bebida e bagunça, e acordamos com uma enxaqueca terrível.
Ao lermos os jornais, não sabemos o que fazer, mas olhando para o Brasil, apesar dos desafios internos que o País enfrenta, ainda temos a vantagem de estar fora do epicentro dos maiores conflitos geopolíticos e dificuldades econômicas. Essa relativa distância nos dá a oportunidade de refletir e construir soluções mais sustentáveis para nossos próprios desafios, com menos interferência de choques externos. Claro, não somos imunes, mas podemos ser estratégicos.
O cenário internacional pede cautela, mas também oferece lições. A instabilidade que observamos lá fora mostra a importância de investir em educação, ciência e bem-estar social. É hora de repensarmos nossas prioridades como nação e darmos valor ao que podemos fortalecer de dentro para fora — nossos talentos, nossos recursos naturais e nossa diversidade cultural.
As palavras do senhor Trump aprofundaram a divisão entre as maiores economias do mundo, e a turbulência tarifária está deixando os executivos empresariais de cabelo em pé.
É por isso que volto ao meu termo original: “salve, Brasil”, nossa querida terra onde nascemos, onde construímos nossas casas, nossas famílias, nossos amigos e nossas esperanças.
Por fim, é essencial mantermos a esperança sem perder o senso crítico. Celebrar o Brasil não significa ignorar nossos desafios, mas sim acreditar que, com consciência e esforço coletivo, podemos construir um futuro melhor.
Que o caos lá fora sirva como alerta e inspiração para fazermos diferente aqui dentro.
Luis Norberto Pascoal é empresário e presidente da Fundação Educar







