O momento difícil da Ponte Preta dentro e fora de campo, com o time na zona de rebaixamento, além dos salários atrasados, chegou a sua fase mais crítica dentro da Série B. A goleada por 4 a 1 sofrida diante do Londrina, segunda-feira (18) à noite, no Moisés Lucarelli, expôs a limitação da equipe, a falta de sintonia entre elenco e diretoria, além do desgaste mental dos jogadores. Após três derrotas seguidas e a queda à vice-lanterna, a Macaca vai “juntar os cacos” nesta semana na tentativa de uma reação.
“Precisamos rever muita coisa”, disse o meia Elvis. A alvinegra volta a campo domingo (24), às 16h30, contra o CRB, no Estádio Rei Pelé, em Maceió.
Uma das principais lideranças do elenco, Elvis desabafou na saída de campo. Depois de desperdiçar seguidas chances no primeiro tempo, a Ponte viu o adversário construir a goleada no segundo, mesmo atuando boa parte da etapa com um jogador a menos em razão da expulsão do capitão Lucas Marques.
“Hoje foi a maior vergonha que passei aqui na Ponte. Pode colocar essa derrota totalmente na minha conta. Quem fez essa vergonha fomos nós, e o maior culpado sou eu”, disse Elvis, que entrou no intervalo na vaga do volante Tárik e não conseguiu render.
“Espero que se arrume isso o quanto antes, para a gente sair dessa situação e fazer uma Série B como o nosso torcedor merece”, completou.
Outra liderança do elenco, o goleiro Diogo Silva bateu de frente com a direção em suas declarações. O vice-presidente e diretor de futebol do clube, Marco Antonio Eberlin, chegou a falar em entrevista recente que a meta até o fim do campeonato é estar na briga na parte de cima da tabela. “A nossa luta é fazer 45 pontos. Mas aí a gente quer falar de acesso”, comentou Diogo Silva.
“O momento é de fazer o simples, igual o Londrina”, completou numa referência ao adversário de segunda-feira, que também está no Z4.
Depois de dirigir a Ponte do banco pelo segundo jogo seguido, o auxiliar Gabriel Remédio admitiu que o time está inseguro. “No primeiro tempo, tivemos um volume ofensivo alto, mas um momento de derrotas traz instabilidade e falta de confiança. No segundo tempo, a gente se expôs e, nos contra-ataques, acabamos sofrendo a goleada.”
Em protesto aos salários atrasados, os jogadores pontepretanos voltaram a não concentrar antes do jogo contra o Londrina, repetindo a atitude tomada na véspera da partida contra o América-MG há quatro rodadas. A direção prometeu solucionar a falta de pagamento até o fim de maio.











