Áreas de Campinas e de Jundiaí foram as primeiras a serem incluídas pelo Governo de São Paulo no processo de desapropriação de imóveis e terrenos para permitir o início da construção do TIC Campinas, o Trem Intercidades, e também o Trem Intermetropolitano.
No total, serão 23 áreas desapropriadas em cinco municípios. De acordo com a Resolução da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) nº 62, a concessionária TIC Trens tem a permissão para avançar com a requisição dessas áreas.
São terrenos nas cidades de Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos e Campinas, pertencentes a empresas privadas e pessoas físicas. Um dos pontos selecionados está uma área de 182 m² de propriedade do Serviço Social da Indústria (SESI) na cidade de Vinhedo.
No total serão pouco mais de 77.000m² (setenta e sete mil metros quadrados e cinquenta e nove decímetros quadrados) para a implantação da via permanente, ou seja, trilhos, e seus componentes, rede aérea e entre outros, correspondentes ao Lote 1 do Trecho 3 do Trem Intercidades.
A autorização do governo possibilita que a TIC Trens invoque o caráter de urgência no processo de liberação das áreas.
O trecho entre Jundiaí a Campinas, além do TIC Eixo Norte – o serviço expresso que ligará o interior até São Paulo em pouco mais de uma hora –, terá também o Trem Intermetropolitano, o TIM, com paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos, sendo uma espécie de “continuação” da Linha 7-Rubi, que termina em Jundiaí.
Sobre o Trem Intercidades
O tempo estimado da viagem entre Campinas e São Paulo com o novo terminal será de 1h04. Cada trem terá capacidade para 860 passageiros sentados. Hoje, as principais rodovias já estão saturadas e registram pontos de congestionamento diários.
A estimativa é de 672 mil passageiros transportados por dia quando o sistema estiver em plena capacidade.
O Trem Intercidades contará com trens projetados para velocidade média de 140 km/h (podendo atingir 160 km/h), e devem oferecer mais conforto que os metropolitanos, incluindo bagageiros, assentos diferenciados e até possibilidade de serviço de bordo.
A ideia é tornar o TIC uma alternativa competitiva frente ao transporte rodoviário atual. (Com informações de Metrô CPTM)












