13 de janeiro de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Home Opinião

Artigo- Menos violência e novas relações na cidade: um sonho possível – por Regina Márcia Moura Tavares

Redação Por Redação
4 de abril de 2023
em Opinião
Tempo de leitura: 5 mins
A A
Artigo- Menos violência e novas relações na cidade: um sonho possível – por Regina Márcia Moura Tavares

Foto: Freepik

Considerando que a cada geração compete a preparação de novos seres humanos para viver em sociedade, parece-me válido tecer algumas considerações relativas à configuração dos grandes aglomerados urbanos contemporâneos e do que será desejável acontecer para que eles venham a ser espaços de menor violência, maior justiça e sensibilidade para os futuros cidadãos.

Obviamente, minha reflexão não tem a pretensão de esgotar o assunto, mas tão somente de abrir uma janela por onde se possa olhar o horizonte à distância, sem as emoções fortes que nos dominam quando tudo nos assusta.

Nos dias de hoje, somente 2% da população mundial mora e trabalha na zona rural, aproximadamente. Os 98% restantes estão habitando as cidades e, como seria de se esperar, trazendo um sem-número de novos problemas a serem resolvidos pelas administrações municipais no tocante à habitação, à saúde, ao trabalho, à educação, aos transportes, ao lazer, à segurança e outros.

Melancólicos, estamos sempre falando de um tempo em que as cidades abrigavam e protegiam verdadeiramente seus habitantes, em que as relações não eram tão impessoais e onde as crianças podiam crescer em liberdade e segurança. Nostálgicos, sentimo-nos como se houvéssemos perdido definitivamente o Paraíso e que somente nos restasse espiar as penas neste Inferno urbano, procurando desesperadamente pelos culpados de nosso desassossego.

 

A vida, como o universo, é dinâmica e sua única constante é a mudança. Nosso mister é buscar sempre, com serenidade e determinação, a solução para os novos desafios. Essa tarefa exige mente aberta, ausência de preconceitos e, principalmente, um olhar complacente e generoso sobre cada nova configuração que se instala, na qual seres humanos carentes e inseguros se encontram, se tocam, se percebem, procurando segurança, aconchego, respeito e sobretudo o direito de sonhar um futuro.

 

Nas urbes contemporâneas não coexistem mais somente aqueles que se conhecem há séculos, através de seus antepassados ou de suas próprias pegadas impressas nas lajes do passeio público. Encontram-se milhares de pessoas que para as cidades vieram à procura de sustento, ou pela atração natural que a novidade exerce sobre o espírito humano e mesmo em busca de melhores empregos e conforto. Mas, o trabalho exaustivo, as dificuldades de locomoção e informação, na maioria das vezes, os tornam prisioneiros de um espaço restrito, no qual suas próprias trajetórias pessoais não são recuperadas, bem como as
tradições culturais que lhes deram forma e conteúdo em outras regiões de origem. Não bastando isto, a TV e o celular veiculam informações para transformá-lo em mero consumidor, mais do que cidadão.

São os órfãos culturais, eu diria, que sem referências que os identifiquem, que os situem na nova sociedade onde, na maioria das vezes, têm somente um magro salário e solidão, tornam-se presas fáceis do proselitismo, seja este de natureza religiosa, política ou criminosa. Estas organizações, infelizmente, são as que acabam lhes dando o significado social de que necessitam para permanecer num espaço que lhes é estranho.

O administrador de um grande centro urbano preocupado com a mudança das relações na cidade e toda a população angustiada pela violência que nela campeia precisam atentar para o fato de que a primeira marginalização social é Cultural. Esta percepção deverá propiciar uma mudança de postura e de práticas relativamente ao Patrimônio Cultural da Cidade, o qual vai muito além de monumentos arquitetônicos, expressões artísticas, arquivos, acervos museológicos, bens imateriais e mesmo vegetais, sendo algo plural e diversificado, um rico mosaico formado por heranças múltiplas, de segmentos populacionais diversos distribuídos pelos bairros.

 

Tais heranças, se devidamente resgatadas, preservadas e valorizadas, deverão ser difundidas em estruturas adequadas de baixo custo que permitirão o resgate das identidades individuais e grupais, promovendo entre outros, a diminuição da violência, a redescoberta da vida comunitária e do papel de cada um na construção do bem comum.

 

Sabe-se que a CULTURA permeia toda a existência humana e é ela que, de formas variadas e em todas as direções, consolida como num caleidoscópio a vida inteligente do Homem, sua capacidade de estabelecer relações, de transferir experiências, de construir sempre um novo futuro. Através do ensino formal os indivíduos têm contato com recortes específicos da cultura de uma sociedade, mas não com ela em sua totalidade.

Assim sendo, as grandes e modernas aglomerações humanas necessitam de Espaços Estruturados de Preservação Patrimonial como de Escolas, onde os segmentos da população tenham possibilidades de recuperar suas memórias individuais e coletivas, mirarem-se como num espelho e, em se compreendendo melhor, projetarem de forma coletiva o futuro.

Existem hoje, em vários países, ricas experiências nesta direção. Um exemplo disso é o chamado ECONOMUSEU ou MUSEU-EMPRESA – economia e museologia associados, um local privilegiado para a preservação, documentação, exposição e comercialização da cultura artesanal de segmentos populacionais menos favorecidos, com vista ao resgate da autoestima desses sujeitos, à percepção mais acurada de suas próprias raízes étnicas, à compreensão de seus papeis enquanto agentes histórico-culturais e seres construtores da cultura de sua sociedade. No Canadá tais unidades têm recuperado conhecimentos seculares de populações nativas cujos descendentes vivem em grandes centros urbanos, sob a direção delas próprias e com a assessoria técnica de especialistas, possibilitando uma valorização social dos sujeitos, com conseqüente melhoria nas relações sociais.

 

Diga-se de passagem, que os ECONOMUSEUS por serem espaços de recuperação e comercialização das tradições culturais de vários segmentos populacionais, e em sua própria concepção incluírem uma área de visualização do processo de produção, tornam-se excelentes atrativos do Turismo Cultural, sendo que naquele país o empresariado local, de forma solitária ou em associação com o poder público, investe significativamente no setor.

 

O chamado MUSEU COMUNITÁRIO corresponde a um outro espaço de preservação da memória local onde os segmentos populacionais podem de maneira autônoma, mas orientada tecnicamente, organizar o acervo e fazerem uma nova leitura de suas trajetórias, de suas criações, das soluções encontradas para os desafios enfrentados, das crenças professadas, dos sonhos perseguidos realizados ou abandonados. São, também, estruturados para a autogestão e como o primeiro tipo promovem o Turismo Cultural Sustentável, no sentido em que têm como uma das metas a preservação da paisagem e dos vestígios históricos – sociais, que justificam suas próprias existências.

Fazem parte, tais espaços de preservação patrimonial, dos roteiros elaborados pelas operadoras de turismo daqueles países e das programações de visitas escolares (estudo do meio) de suas próprias Secretarias de Educação, fato este que por si só, reforça o orgulho do grupo que os mantêm em funcionamento .

Sem sombra de dúvida, tais projetos abrem possibilidades para que um verdadeiro Cidadão surja no cenário urbano contemporâneo, capaz de reordenar a vida nesta transitória Torre de Babel que desafia nossa razão e sensibilidade neste início de século, fazendo surgir um novo Homem consciente de sua importância na vida da cidade e do mundo e, por tal motivo, avesso à destruição e à violência.

Acredito não haver obstáculo que impeça o Ser Humano que sabe quem é e se respeita, de chegar aonde pretende. É esta a força interior que remove montanhas e que mantém a fantástica aventura humana!

 

 

Regina Márcia M. Tavares é antropóloga, professora universitária aposentada, conselheira, consultora, membro da ACL, do IHGCC e outros – Reg3mar@gmail.com – www.reginamarciacultura.com.br

Tags: ArteArtigocidadaniacivilizaçãoconvivênciaculturaformaçãofuturoHora CampinasmuseuOpiniãosociedadetolerânciaviolência
CompartilheCompartilheEnviar
Redação

Redação

O Hora Campinas reforça seu compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação em que você pode confiar.

Notícias Relacionadas

Artigo: Ícones, ídolos e idiotas – por Joaquim Z. Motta
Opinião

Artigo: Ícones, ídolos e idiotas – por Joaquim Z. Motta

Por Redação
13 de janeiro de 2026

...

Artigo – Doação x investimento social: o próximo passo para fortalecer o terceiro setor e gerar valor para a economia – por Lúcia Decot Sdoia
Opinião

Artigo – Doação x investimento social: o próximo passo para fortalecer o terceiro setor e gerar valor para a economia – por Lúcia Decot Sdoia

Por Redação
12 de janeiro de 2026

...

Artigo: Por uma bússola moral para o País – por Ives Gandra da Silva Martins

Artigo: Por uma bússola moral para o País – por Ives Gandra da Silva Martins

11 de janeiro de 2026
Trump diz que EUA vão administrar Venezuela até “transição segura”; Chile, México e Colômbia repudiam

Artigo – EUA x Venezuela: os limites entre o direito à guerra e o combate ao crime organizado – por Celeste dos Santos

10 de janeiro de 2026
EUA inauguram nova fase de intervenção na América Latina com invasão à Venezuela

Artigo: A soberania como desculpa para a cegueira moral – por Rosana Valle

10 de janeiro de 2026
Artigo: O papel da tecnologia na reinvenção do marketing para a indústria de alimentos – por Aline Alexandrino

Artigo: O papel da tecnologia na reinvenção do marketing para a indústria de alimentos – por Aline Alexandrino

9 de janeiro de 2026
Carregar Mais















  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista

Mais lidas

  • Morte de criança em piscina ocorre dez dias após aprovação da ‘Lei Manuela’

    Morte de criança em piscina ocorre dez dias após aprovação da ‘Lei Manuela’

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Mulher é encontrada morta em residência de Campinas e polícia prende companheiro por oferecer drogas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Policial baleado durante folga em Campinas morre após uma semana internado

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • A ascensão das publicações ‘predatórias’ – por Carmino de Souza

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Morador de Valinhos morre afogado em praia do Guarujá

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
marcelo@horacampinas.com.br

Editores de Conteúdo

Laine Turati
laine@horacampinas.com.br

Maria José Basso
jobasso@horacampinas.com.br

Silvio Marcos Begatti
silvio@horacampinas.com.br

Reportagem multimídia

Gustavo Abdel
abdel@horacampinas.com.br

Leandro Ferreira
fotografia@horacampinas.com.br

Caio Amaral
caio@horacampinas.com.br

Marketing

Pedro Basso
atendimento@horacampinas.com.br

Para falar conosco

Canal Direto

atendimento@horacampinas.com.br

Redação

redacao@horacampinas.com.br

Departamento Comercial

atendimento@horacampinas.com.br

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.