A vida não tem um único propósito, mas sim uma combinação de responsabilidades que se entrelaçam. Cada pessoa carrega consigo o dever de contribuir para uma sociedade justa e harmoniosa, promovendo a empatia, o respeito mútuo e a cooperação.
Entre essas responsabilidades deve se destacar o cuidado com os outros. Devemos cultivar relações baseadas no respeito aos limites individuais, na compreensão mútua e no fortalecimento de projetos coletivos.
Além disso, temos um papel essencial na preservação ambiental. A sustentabilidade não pode ser uma escolha opcional, mas uma postura coletiva e contínua. É necessário repensar nossas formas de existir no mundo, adotando práticas que garantam equilíbrio entre desenvolvimento humano e respeito à natureza.
Nossa capacidade de pensamento crítico deve ser usada para questionar o mundo ao nosso redor, buscar conhecimento e investir na formação continuada. O crescimento pessoal está diretamente ligado à responsabilidade de se transformar constantemente, como parte do processo de viver com mais consciência e propósito.
Vale lembrar, para que tudo isso ocorra também é essencial construir vínculos verdadeiros, as conexões humanas baseadas na empatia e no respeito promovem um senso de pertencimento e fortalecem o tecido social.
Descobrir o próprio sentido da vida é uma jornada individual, mas que não exclui o compromisso com o bem comum. Cada pessoa encontra seu propósito de forma única, mas todos compartilhamos o dever de coexistir de maneira ética e responsável.
Uma visão holística da vida nos convida a equilibrar três dimensões: o eu (autoconhecimento, aprendizado contínuo, busca de sentido), o nós (relações sociais, ética coletiva, justiça) e o todo (o planeta, a natureza, as gerações futuras). Ao integrar essas dimensões, vivemos de forma mais plena e consciente.
O propósito da vida, portanto, não está apenas no que buscamos individualmente, mas também no que oferecemos ao mundo como parte de um todo maior.
Deixo uma pergunta para todos nós: “O que estamos fazendo pelos outros e qual é o significado de nossas ações no mundo. Como contribuímos para o bem coletivo?
E a beleza é que ela não exige uma resposta única ou monumental. Ela nos desafia a buscar, em nossas próprias vidas, as maneiras pelas quais podemos equilibrar a busca pelo nosso próprio florescimento com o ato de nutrir o mundo ao nosso redor.
É um convite atemporal para uma vida com mais significado e conexão.
Luis Norberto Pascoal é empresário e presidente da Fundação Educar







