No início deste mês, uma pessoa foi multada em R$ 30 mil por suspeita de fabricar balões, no bairro Nova Vila Maria Eugênia, em Campinas. No mês passado, ao menos três balões foram localizados e um único dia sobrevoando espaço do Aeroporto de Viracopos – segundo o terminal, de janeiro a junho houve 15 quedas de balões na área do terminal. Os registros de incêndios causados por queda de balão triplicaram no Estado de São Paulo em 2024.
Entre janeiro e julho, o Corpo de Bombeiros atendeu a 15 ocorrências, três vezes mais que em todo ano de 2023. As multas aplicadas por “fabricar, vender, transportar ou soltar balões” no período ultrapassam R$ 1 milhão. Os dados são da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
Nesta segunda-feira (22), a queda de um balão na região do bairro Aricanduva, na zona leste de São Paulo, causou falta de energia elétrica em casas do entorno após o artefato atingir a fiação. Uma motocicleta chegou a ficar presa nos fios, mas não houve registro de feridos.
Já na última sexta-feira, 12 fábricas clandestinas de balões foram fechadas pelas equipes da PM Ambiental durante a Operação Guardião das Florestas. Em todo o ano, a Polícia Militar Ambiental apreendeu 35 balões no estado.
Somente nos seis primeiros meses deste ano, o número de incêndios ocasionados por balão praticamente igualou o de todo o ano de 2023. Foram 15 ocorrência, contra 16 registradas pela corporação em 2023.
Os balões são produzidos com um material inflamável e, por isso, quando caem podem causar incêndios de grandes proporções em florestas, casas e edificações.
Desde 1998, a prática é considerada crime, prevista na Lei nº 9.605, com pena de 1 a 3 anos de prisão, ou multa de, no mínimo, R$ 10 mil.
O delegado João Blasi, da Divisão de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente, conta que a Polícia Civil já realizou diversas operações contra esse tipo de prática, que aumenta nos meses como junho e julho, por causa das comemorações do dia de São João.
“Quem solta não tem ideia das consequências que isso pode gerar”, ressalta, ao lembrar dos riscos que ainda causa à aviação. “Imagina o piloto estar decolando e, do nada, se deparar com um artefato desses. Vira um momento de tensão”.
A movimentação de grupos de baloeiros cresceu em 2024 no estado de São Paulo. De janeiro e junho deste ano 44 Autos de Infração Ambiental por prática baloeira no estado.












