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Home Colunistas

Balanço e tendências, entre medo e (alguma) esperança – por José Pedro Martins

Que a RMC seja um exemplo inspirador. Assim como a coreografia e o canto das maritacas vão continuar inspirando novos ares nos céus do Cambuí

José Pedro Martins Por José Pedro Martins
1 de janeiro de 2025
em Colunistas
Tempo de leitura: 5 mins
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Balanço e tendências, entre medo e (alguma) esperança – por José Pedro Martins

Casal de maritacas rouba a cena em prédio de Campinas: afeto e algazarra - Foto: Suely Araújo de Lacerda/Leitora do Hora Campinas

Todos os dias, por volta de 9 horas, um casal de maritacas, às vezes acompanhado, faz seu voo de alegria e algazarra entre os prédios do Cambuí, um dos bairros mais afetados em Campinas pela síndrome do crescimento a qualquer custo que assola o mundo contemporâneo e que está na raiz de muitas das ameaças globais em curso.

Com esse recital, fico com a mensagem de que a natureza, a vida, resiste e insiste neste balanço do crítico ano de 2024 e das tendências para 2025, no qual crises podem se agravar e tênues esperanças podem aflorar.

Entre 2023 e 2024, a participação do mix de fontes renováveis na matriz energética global superou pela primeira vez os 30%. Esta marca ocorre no momento da discussão sobre a urgência de redução dos combustíveis fósseis, com o destaque para a iniciativa da Grã-Bretanha em iniciar a eliminação gradual do uso do carvão. O fechamento da usina elétrica a carvão de Ratcliffe-on-Soar, depois de 142 anos de operação, foi especialmente emblemático, considerando ter sido esse exatamente o período histórico de aprofundamento do aquecimento global pela queima de fósseis no contexto da revolução industrial deflagrada em solo britânico.

 

Contudo, justamente os anos de 2023 e 2024 foram os mais quentes da história, com as consequências que todos já sabemos em termos de eventos climáticos extremos.

 

Mais quentes porque os investimentos em combustíveis fósseis prosseguem a todo vapor, neutralizando os impactos positivos da expansão das fontes renováveis.

Somente em 2024, segundo o Instituto Internacional de Desenvolvimento Sustentável (IISD, na sigla em inglês), foram concedidas licenças para exploração de petróleo e gás sobre uma área de 412 mil quilômetros quadrados. Sem contar os milhares de blocos offshore que ainda estavam em processo de concessão em locais como Alasca e Noruega, o país que vende uma imagem de defensor da sustentabilidade mas que continua firme na rota de exploração dos fósseis.

O país que liderou o licenciamento em petróleo e gás somente no mês de novembro de 2024 foi a Rússia, que continua na busca desesperada por novos recursos. A economia russa está sufocada pelos gastos com a aventura da guerra na Ucrânia e com os duros embargos impostos pelo Ocidente. Uma clara conexão entre uso de fósseis e indústria bélica, que está na base de tanta dor mundo afora. Sem falar no temor de que o conflito na região escale para uma guerra nuclear que seria o fim da vida como conhecemos.

 

Mas a emergência climática não é a única crise planetária em curso.

 

Somente 17% das metas associadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030, estão no rumo adequado de cumprimento, conforme o relatório anual dos ODS divulgado pela ONU, na versão 2024.

Um claro indicador da gravidade da situação planetária, segundo a ONU, foi o ingresso em situação de pobreza extrema de 23 milhões de pessoas entre 2019 e 2022, coincidindo com a catástrofe sanitária da pandemia. No mesmo período, 100 milhões de pessoas foram incluídas entre as que passam fome – são mais de 600 milhões nessa condição, enquanto 1 bilhão de refeições são desperdiçadas.

 

 

Foto: Freepik

 

Muitos, robustos e redobrados esforços terão que ser feitos, nesse sentido, para o cumprimento dos ODS em escala global até 2030, os de enfrentamento das mudanças climáticas entre eles. Isso, lembrando que a meta do Acordo de Paris, que previa esforços para que a temperatura média global não ultrapassasse 1,5 grau, já foi provavelmente superada no ano de fogo de 2024.

 

E que o início de novo mandato de Donald Trump em 2025 acrescenta muitas e sérias incógnitas sobre o futuro das já combalidas negociações sobre o clima.

 

No ano em que vai lembrar as oito décadas de fundação, a ONU terá então em 2025 múltiplos desafios a superar. Em 2025, as Nações Unidas vão celebrar o Ano Internacional para Preservação das Geleiras, com a comemoração pela primeira vez do Dia Mundial das Geleiras em 21 de março. Tentativas de renovar as atenções para o estado crítico das geleiras, cujo derretimento generalizado é um dos mais alarmantes sinais do superaquecimento das temperaturas.

Neste panorama, e em particular pelo fracasso esperado da COP-28 em Dubai e da COP-29 no Azerbaijão, muita expectativa foi criada para a COP-30 da Amazônia, que acontecerá em novembro de 2025 em Belém. Expectativa aumentada pela disposição do Brasil em liderar as negociações globais pelo enfrentamento das mudanças climáticas, em plena disputa de posições no próprio governo federal.

Pelo empenho do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e outras instâncias do governo, a redução do desmatamento na Amazônia tem sido um fato alentador. Entretanto, outros setores do governo, notadamente Ministério das Minas e Energia e Petrobras, prosseguem no propósito de novos investimentos na exploração de fósseis.

 

E a COP-30 será realizada em uma cidade símbolo dos desafios na Amazônia. É a capital estadual com maior proporção da população, de 57,1%, morando em favelas, segundo o IBGE.

 

Depois vem Manaus, com 55,8%. Em suma, em uma das regiões mais ricas em recursos naturais do planeta, grande parte da população em situação de pobreza. Quais estratégias devem ser implementadas para que o desenvolvimento sustentável seja de fato observado na Amazônia? Uma pergunta que vale para o Brasil todo, afinal.

Em 2025, serão lembrados os 100 anos do etanol como uso de combustível no Brasil e os 50 anos do Proálcool. Com o etanol da cana-cana-de-açúcar, o Brasil implantou um bem sucedido programa de fonte renovável de energia, que pode ser ampliado com o incremento do etanol de segunda geração. A matriz energética brasileira, majoritariamente limpa com as fontes hidrelétricas e expansão da solar e eólica, pode enfim avançar mais, com a necessária atenção e prevenção para seus impactos sociais, como entre populações indígenas e quilombolas.

 

No âmbito da Região Metropolitana de Campinas, muitos desafios para 2025. A RMC completará 25 anos, período de avanços em sua estruturação. Entre os desafios, aprofundamento das medidas de resiliência para enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas.

 

Neste mês de dezembro de 2024, choveu mais de 600 milímetros em Campinas, três vezes a média. Novamente as cenas de inundações em Sousas, com a retirada de famílias do Beco Mokarzel. E também de novo inundações em Monte Mor e Capivari, com a elevação do nível do Rio Capivari.

A entrada em operação do radar meteorológico de última geração na Unicamp, fruto de esforços da Câmara Temática de Defesa Civil da RMC e do Conselho de Desenvolvimento presidido por Gustavo Reis, prefeito de Jaguariúna que está deixando o cargo após dois mandatos, é um sinal de esperança de que novos avanços podem ocorrer na região. O radar foi comprado com recursos do Fundocamp e, portanto, com aprovação pelo conjunto dos 20 municípios.

As mudanças que o mundo exige ocorrerão a partir dos municípios, de ações locais e regionais. Que a RMC seja um exemplo inspirador. Assim como a coreografia e o canto das maritacas vão continuar inspirando novos ares nos céus do Cambuí.

José Pedro Martins é jornalista, escritor e consultor de  comunicação. Com premiações nacionais e internacionais, é um dos profissionais especializados em meio ambiente mais prestigiados do País. E-mail: josepmartins21@gmail.com

Tags: alguma esperançaBalanço e tendênciasHora CampinasHora da Sustentabilidadejosé pedro martinsmedo
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