Campinas celebra, nesta segunda-feira (8), o Dia da Imaculada Conceição de Maria, padroeira da cidade, com uma programação extensa que começou ainda durante o final de semana.
O feriado municipal reúne atrações religiosas, culturais e históricas, incluindo missas e a reinauguração de um dos símbolos do Centro: o relógio centenário da Catedral Metropolitana.
A data é uma das mais tradicionais do calendário religioso campineiro e carrega forte significado histórico.
A principal celebração do dia será a Santa Missa das 9h30, presidida por Dom João Inácio Müller, com participação do clero diocesano e representantes de diversas paróquias. A missa terá transmissão da Rede Século XXI e da Rádio Brasil.
Também haverá celebrações às 7h, 12h15, 15h30 e 17h. Esta última será seguida de procissão, com saída da Basílica do Carmo, na Rua Barão de Jaguara, e chegada à Catedral, na Praça José Bonifácio.
A reinauguração solene do relógio centenário da Catedral, instalado originalmente em 1880 e restaurado ao longo de 2025, será um dos destaques do feriado. A cerimônia acontece, às 9h, com presenças do arcebispo Dom João Inácio Müller e do prefeito Dário Saadi.
O mecanismo histórico foi recuperado, a torre reforçada e o sistema de automação modernizado, permitindo que os sinos voltem a tocar com precisão.
A origem do feriado em Campinas
A devoção a Nossa Senhora da Conceição está ligada diretamente ao surgimento da cidade. Campinas nasceu a partir da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas, fundada por imigrantes portugueses que já traziam consigo a tradição mariana fortemente enraizada desde o século XVII. O feriado é comemorado desde 1949, conforme a lei municipal nº 173.
Em 22 de setembro de 1773, foi autorizado pelo Vigário de Jundiaí o “auto de vistoria e demarcação” para a construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição, primeira capela da cidade. A primeira missa foi celebrada em 14 de julho de 1774, marco considerado a data oficial de fundação de Campinas.
A capela provisória funcionou onde hoje está o monumento-túmulo de Carlos Gomes, na Praça Antônio Pompeu, servindo como sede da paróquia até 1781. A Matriz Nova — atual Catedral Metropolitana — foi inaugurada em 8 de dezembro de 1883 e elevada ao título de catedral em 1908, com a criação da Diocese de Campinas.









