Um homem de 83 anos e uma mulher de 35, ambos com doenças pré-existentes, são as novas vítimas da dengue em Campinas. A Secretaria de Saúde confirmou na tarde desta terça-feira (11) mais dois óbitos pela doença, que elevam para 37 o total de mortes neste ano. Nas 20 cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas), 86 pessoas morreram de dengue em 2024.
Desde 1º de janeiro foram registrados 106.518 casos de dengue em Campinas, configurando a pior epidemia de todos os tempos no município e também a mais letal. Até este ano, o recorde de casos e óbitos pertencia ao ano de 2015, quando 22 pessoas faleceram e 65.755 foram infectadas.
Os dois novos óbitos ocorreram nos dias 3 e 6 de maio. A mulher de 35 anos, que apresentava comorbidades, foi atendida na rede pública. A moradora da área de abrangência do CS Floresta teve início dos sintomas em 28 de abril e o óbito ocorreu em 3 de maio.
O idoso de 83 anos foi atendido na área de abrangência do CS Lisa. Os sintomas da doença tiveram início em 30 de abril e o óbito ocorreu em 6 de maio.
De acordo com o painel de monitoramento da Secretaria de Saúde do Estado, em Campinas há ainda 69 mortes suspeitas sob investigação, aguardando resultados dos testes para dengue.
Situação atual
“Com a queda acentuada das temperaturas desde a semana retrasada, esperamos que os casos diminuam ainda mais. Por outro lado, é preciso alertar que as medidas de prevenção e combate à dengue devem ser contínuas e realizadas o ano todo”, destacou o coordenador do Programa de Arboviroses, Fausto de Almeida Marinho Neto.
O pico de transmissão da epidemia de dengue ocorreu no período entre 7 e 13 de abril.
Assistência em saúde
A pessoa que tiver febre deve procurar um centro de saúde imediatamente para diagnóstico clínico. Portanto, a Saúde faz um apelo para que a população não banalize os sintomas e também não realize automedicação, o que pode comprometer a avaliação médica, tratamento e recuperação.
Já quem estiver com suspeita de dengue ou doença confirmada e apresentar sinais de tontura, dor abdominal muito forte, vômitos repetidos, suor frio ou sangramentos deve buscar o quanto antes por auxílio em pronto-socorro ou em UPA.
“A gravidade por dengue se dá, principalmente, na fase que a gente considera crítica, quando a pessoa deixa de ter febre. É diferente de outras viroses. Nesse momento, as pessoas devem estar muito atentas se melhoram ou se começam a ter algumas alterações, como muitos vômitos, algum sinal de sangramento, por exemplo, na gengiva, ou se a mulher menstruada começa a ter um maior volume, tem aquela sensação de desmaio e começa a se sentir mais indisposta. Essas pessoas têm que voltar imediatamente para a assistência médica”, alertou a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Andrea von Zuben.












