A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou na tarde desta terça-feira (6) mais seis mortes por dengue na cidade. Com isso, o total chega a 54 neste ano – o maior de todos os tempos. Os novos registros de mortes ocorreram em maio. De 1º de janeiro até segunda-feira (5), o município soma 117.383 casos de dengue. O pico de transmissão da dengue neste ano ocorreu no período entre 7 e 13 de abril.
Os novos óbitos ocorreram entre os dias 15 e 29 de maio e envolvem cinco mulheres e um homem, todos com comorbidades. A vítima mais jovem é um homem de 60 anos, morador da área de abrangência do CS Boa Vista. Ele teve início dos sintomas em 25 de maio e o óbito ocorreu no dia 29 do mesmo mês.
Uma mulher de 69 anos e moradora da região do CS Itajaí, veio a óbito em 28 de maio, oito dias após apresentar os primeiros sintomas de dengue. Outra vítima tinha 77 anos e residia na área de abrangência do CS Esmeraldina. Ela teve início dos sintomas em 26 de maio e o óbito ocorreu no dia 27 do mesmo mês.
Uma idosa de 85 anos faleceu no dia 23 de maior, nove dias após o início dos sintomas. Ela morava na região do CS Santa Odila e foi atendida pela rede privada. Outra idosa de 88 anos, atendida na rede pública e moradora da área de abrangência do CS Capivari, faleceu em 15 de maio.
Campinas registra, desde a primeira quinzena de maio, redução da transmissão da doença, principalmente em virtude da diminuição das temperaturas. O Município declarou fim do estado de emergência para dengue em 14 de junho, mas permanece em epidemia. Com isso, as medidas de prevenção e combate à dengue devem ser contínuas e realizadas o ano todo pela população, inclusive durante o inverno.
A Secretaria de Saúde reitera o alerta feito desde 2023 com objetivo de sensibilizar a população para tentar reduzir casos e óbitos: a melhor forma de prevenção contra a dengue é eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. É importante, ainda, vedar a caixa d’água e manter fechados vasos sanitários inutilizados. Os cuidados devem ser mantidos no inverno.
“Os ovos dos mosquitos podem resistir por meses no ambiente, reforçando a importância do descarte adequado de todo material em desuso que possa conter ovos e acumular água. Separe dez minutinhos por semana, isso faz toda a diferença”, ressaltou o coordenador do Programa de Arboviroses de Campinas, Fausto de Almeida Marinho Neto.
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