A Prefeitura de Campinas publica no Diário Oficial desta sexta-feira (2) um decreto que permite o primeiro passo para a instalação de uma nova policlínica na cidade. Trata-se da desapropriação de um prédio na região central que dará lugar à unidade.
O imóvel com 1.184,57 metros quadrados de área construída fica na esquina entre as ruas Barão de Jaguara e César Bierrenbach, e terá ao menos 20 salas para assistência. Trata-se do Edifício Sant’Anna, tombado pelo Condepacc e considerado o primeiro “arranha-céu” da cidade.
O investimento nesta etapa é de R$ 6,8 milhões.
O equipamento será chamado de Centro de Diagnóstico e Procedimentos de Campinas e reforçará o conjunto de equipamentos do SUS Municipal direcionados para atendimentos de especialidades. Esta policlínica era projetada desde o fim do período mais severo da pandemia de Covid-19.
“Será um espaço onde a gente vai poder fazer vários exames, pequenas cirurgias e atendimentos de especialidades que ficaram muito represadas na pandemia e que a gente precisava dar uma resposta para a população, com acesso e cuidado de qualidade”, destaca a médica Sara Maria Teixeira Sgobin, coordenadora da Atenção Secundária de Campinas.
Reestruturação
Com esta aquisição, a área de especialidades da Saúde inicia um reordenamento da assistência para otimizar recursos, facilitar o acesso e ampliar a resolutividade de casos.
A policlínica localizada na Avenida Faria Lima passará a concentrar, de forma gradativa, as especialidades clínicas de atendimento.
Já o Centro de Diagnóstico e Procedimentos ficará responsável pela realização de exames como colonoscopia, endoscopia, ultrassom, especialidades odontológicas, e pequenos procedimentos de modalidades que apresentam demandas, entre elas a dermatologia, oftalmologia e otorrinolaringologia. O funcionamento deve ocorrer de maneira gradativa até que os atendimentos sejam oferecidos também no período noturno.
O prédio
Inaugurado em 1936, em uma das principais ruas de comércio da cidade, na esquina da Barão de Jaguara com César Bierrenbach, o Edifício Sant’Anna é uma construção de apenas seis pavimentos que foi reverenciada no passado, publicamente, com o título de primeiro “arranha-céu” de Campinas.
Perseu Leite de Barros e Lix da Cunha estiveram entre os engenheiros responsáveis pela obra, que simbolizava o processo de modernização do espaço urbano e a consolidação de uma nova imagem da cidade, desvinculada da tradição agrária.
Desde 2011, o Edifício Sant’Anna é tombado pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Campinas).











