Campinas inicia nesta terça-feira (1) a instalação de pelo menos 500 armadilhas com larvicida contra o Aedes aegypti, vetor da dengue. O Município recebeu 1,5 mil estações disseminadoras de larvicida (EDLs) do Ministério da Saúde e elas serão instaladas inicialmente em 70 pontos estratégicos no Distrito de Saúde Sudoeste.
O Distrito de Saúde Sudoeste reúne os bairros de abrangências dos centros de saúde (CSs) São Cristóvão, União dos Bairros, Vista Alegre, DIC 1, DIC 3, DIC 6, Aeroporto, Santo Antônio, Vila União, Santa Lúcia, Campos Elíseos e Capivari.
As EDLs consistem em baldes com água e feltros impregnados com larvicida. Quando a fêmea do Aedes aegypti deposita os ovos no recipiente, ela se contamina com o larvicida e também o leva para criadouros de outros locais, em um raio de 400 metros. A substância química que foi disseminada na água dos criadouros que a fêmea visitou impede o desenvolvimento das larvas, que morrem antes da transformação em mosquitos adultos.
O prefeito de Campinas, Dário Saadi, destacou que a incorporação desta nova tecnologia não exclui a importância de outras ações realizadas pelo Município, como as visitas a imóveis para remover criadouros e fazer orientações, nebulizações, mutirões nos bairros e a necessidade de cuidados pela população.
“Esta é mais uma estratégia que a Prefeitura adota, dessa vez em parceria com o Ministério da Saúde, no enfrentamento à dengue.
Como ficou o planejamento?
O plano apresentado nesta segunda durante coletiva de imprensa mostra que pelo menos 500 estações serão colocadas nos próximos 15 dias em pontos estratégicos: imóveis com grande presença de possíveis criadouros, como, por exemplo, borracharias, ferros-velhos e reciclagens. Esses locais são cadastrados e monitorados regularmente pela Saúde.
A estratégia é segura e não oferece riscos para pessoas ou animais. A Secretaria de Saúde de Campinas fará uma análise prévia antes de instalar todas as 1,5 mil estações.
“Vamos começar pelo Distrito de Saúde Sudoeste porque é uma das áreas com maior concentração de imóveis estratégicos. Vamos avaliar a instalação em outras regiões conforme o andamento dos trabalhos, incluindo a necessidade de reposição”, explicou o coordenador do Programa de Arboviroses de Campinas, Fausto de Almeida Marinho Neto.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Wanice Port, destacou que o trabalho de monitoramento exige também engajamento junto aos responsáveis pelos imóveis onde as EDLs serão instaladas. A colocação será feita por agentes de controle de endemias, que foram capacitados na semana passada.
Os resultados da medida serão avaliados mensalmente durante um semestre e informados ao Ministério da Saúde. A expectativa é de redução dos casos de dengue na região selecionada.
Marinho Neto destacou que a estratégia é um complemento às ações já realizadas pela Prefeitura e voltou a reforçar o apelo para apoio da população.
“A adoção de novas estratégias, tecnologias e medidas complementares do controle vetorial é de suma importância, mas a melhor forma de prevenção contra a doença é eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. É importante, ainda, vedar a caixa d’água e manter fechados vasos sanitários inutilizados”, ressaltou o coordenador.












