O tatuador campineiro Djalma Tojal, de 35 anos, realizou o sonho da maioria dos artistas mundiais: ter uma obra exposta no Museu do Louvre, em Paris. Apesar de nutrir o sonho, para ele era algo que estava mais no campo da fantasia do que um objetivo palpável.
Ele expôs a obra “A realidade da Ilusão”, que fez parte da exposição “Unveil”, entre os dias 22 e 24 de outubro. O convite partiu da também brasileira Patrícia Evangelista, que vive em Londres há quase duas décadas e tem uma escola de arte naquela cidade. Ela foi a organizadora da exposição no Carrossel do Louvre.
A exposição ocorreu durante a Art Shopping, feira internacional que busca aproximar artistas de todo o mundo aos consumidores finais.
Tojal nasceu em família de artistas e teve o pai como mestre. “Pintava desde pequeno tendo meu pai como mestre. Quando fui para o colégio me interessei pelo grafite, que estava em alta em Campinas. Fiquei um tempo nesse estilo de arte e com 16 anos fiz curso de pintura a óleo e gostei muito da técnica. Mas também surgiu em mim o interesse pela tatuagem. Com 16 anos eu já estava tatuado e com 25 anos me tornei tatuador. Mas em todo esse tempo eu desenhava e pintava”, conta.
Ele continuou os estudos e aprendeu pintar quadro a óleo, pastel seco e carvão. Mas a paixão pela pintura realista. Tojal explica que seu trabalho não se apega aos detalhes. “Eu analiso os valores tonais, formas, luzes e sombras, e não me prendo aos detalhes. Não vou desenhar cílio por cílio por exemplo, porque se a gente olha uma pessoa de uma distância a gente não vê os cílios e sim a forma dele. O que eu faço é retratar a realidade e isso impressiona o espectador porque parece realmente que aquilo está vivo. Parece real, é tridimensional. O meu trabalho se resume nisso, em formas e valores que formam uma figura”, define.
Justamente por esse estilo que surgiu o convite. “A Patrícia queria um artista realista para essa exposição e uma ex-aluna dela, conhecia meu trabalho e me indicou. O convite foi uma emoção muito grande. Eu estou emocionado até agora. Me sinto muito feliz, muito privilegiado”, diz.
Ele conseguiu conhecer o museu em 2019. “Dois anos atrás eu realizei o sonho de conhecer o museu e foi um momento mágico, um dos melhores da minha vida. Estar lá dentro, observando as obras dos grandes mestres”, lembra.
O estilo realista também está presente nas tatuagens realizadas em seu estúdio na Nova Campinas. Ele já recebeu convites para tatuar em países como Portugal, França, Holanda e Espanha.












